[leituras de verão] As sugestões de Miguel Carvalho

Que livros pretende ler este verão?

No Pasarán – Por qué la extrema derecha quiere controlar la educación pública y qué hacer para defenderla, de Enrique Javier Díez Gutiérrez e Mauro Rafael Jarquín Ramirez (Plaza y Valdés – Editores)

Auge – Género, juventud y extrema-derecha, de Alicia Valdés (En Debate)

No Fim está o meu começo, de Filipa Martins (Quetzal)

O lugar da incerteza, de Patrícia Reis (Companhia das Letras)

O desfufador, de Valério Romão (Tinta da China)

La Muerte de la Verdad, de Steven Brill (Vaso Roto – Fisuras)

Se ha votado que nosotros somos los santos, de Claudio Zulian (Irrecuperables)

Eles não querem que você saiba – Armadilhas da Desinformação, de Sylvia Debossan Moretzsohn (Ação)

Recomende três livros a outros leitores (e diga-nos porquê).

A máquina de fazer ganhar as direitas, de Yves Citton (Edições 70)

É um retrato avassalador e aterrador de como o jornalismo, o ecossistema mediático e os seus vícios levam ao colo as narrativas da extrema-direita. Não são precisas teorias da conspiração: basta a informação reunida nestas páginas. Um livro que devia ser lido por todos os jornalistas e cidadãos comprometidos.

Tudo sobre o Irão, de Ricardo Alexandre (Ideias de Ler)

O Ricardo Alexandre já viveu muito, em diferentes geografias e cenários de conflito, da ex-Jugoslávia ao Afeganistão. É dos mais experimentados repórteres e analistas da política internacional. A sua integridade como jornalista e o seu “calo” ganho no terreno dão-lhe uma credibilidade rara na Imprensa portuguesa. Lê-lo sobre o Irão e apanhar histórias deliciosas sobre a arte de fazer jornalismo em campo minado é imperdível.

Vénus em Chamas, de Pedro Vieira (Penguin)

Não conhecia algumas das histórias das sete mulheres retratadas neste fantástico livro do Pedro Vieira. Como sou um fanático colecionador de narrativas e documentos sobre Fátima e as suas controvérsias terrenas interessou-me particularmente o perfil da irmã Lúcia, que o Pedro resgata com um humor e uma ironia impagáveis. Mas o livro é muito mais importante do que isso. Na verdade, prova-se, se dúvidas houvesse, que não faltaram pastorinhos e rebanhos ao longo da História para fazer das mulheres, da sua personalidade e identidade, o que muito bem queriam.  

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Todos os inquéritos de verão estão disponíveis nesta página.

A seguir: Marco Neves.

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