
Bom dia,
MARJANE. A franco-iraniana Marjane Satrapi faleceu ontem aos 56 anos. No CORREIO DA MANHÃ, Rui Zink afirma: “(…) Ela escreveu um grande livro e viveu um grande amor? Eu diria que nada mau.”; no DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Luís Osório refere que Marjane morreu “de um amor irremediável e absoluto. Nela mais nada foi capaz de nascer. Nenhuma ideia, nenhuma palavra, nenhum desenho. Secou a partiu.”; no PÚBLICO, Mário Lopes titula: “A autora de banda desenhada que fez do Irão uma história universal”.
O ELOGIO. No CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas tece loas ao novo romance de Rodrigo Guedes de Carvalho, O Meu Primeiro Apocalipse (Dom Quixote): “(…) O livro é um poderoso libelo acerca da literatura, da liberdade e do politicamente correto (…)”. No IDEIAS/ EXPRESSO, o próprio RGC escreve sobre o livro e sobre esse ano de 2066 onde se passa a ação do novo romance: “Nascemos numa era de conforto extraordinário, mas a grande prioridade nunca foi desfrutar do que havia, foi sempre criar mais, e mais. (…)”.
O ATRASO. A biblioteca que Alberto Manguel doou a Lisboa continua alojada numa garagem: “Eu vou fazer 80 anos e gostaria de estar na inauguração, não apenas em espírito”, afirma o escritor e bibliófilo ao PUBLICO.
AS ENTREVISTAS NO DN. Amanda Lima conversou com o neurocientista Sidarta Ribeiro, autor de As Flores do Bem (Quetzal): “Onda reacionária ameaça avanço de políticas progressistas”; e Leonídio Paulo Ferreira falou com o historiador Paulo Rezzutti, autor de D. João VI – a história não contada (Penguin): “Eu brinco, quando dizem que D. João VI fugiu, que ninguém foge com biblioteca”.
AS CRÍTICAS. Pedro Mexia atribui quatro estrelas a Carne, de David Szalay (Relógio D’Água, com tradução de Maria De Fátima Carmo), o vencedor do Booker Prize de 2025; José Mário Silva tem quatro estrelas para Vocação para os desastres, de José Carlos Barros (Dom Quixote); também quatro de Ana Bárbara Pedrosa para Maite, de Fernando Aramburu (Dom Quixote, com tradução de J. Teixeira de Aguilar); e para não destoar, quatro estrelas de Luís M. Faria para Contra a identidade – a sabedoria de escapar do eu, de Alexander Douglas (Guerra e Paz Editores, com tradução de Sara Sousa Gomes); sem direito a estrelas: Raphael: paintings, frescoes, tapestries, de Michael Rohlmann (Taschen), e Estranha sedução, de Ian McEwan (Gradiva). No PÚBLICO, José Riço Direitinho dá quatro estrelas e meia à biografia sobre Wittgenstein, A filosofia na era dos aviões, de Anthony Gottlieb (Edições 70, com tradução de Jorge Melícias); e cinco estrelas de Luís Ricardo Duarte para Triunfo do Triunfo, de Luísa Costa Gomes (Dom Quixote).
AS SUGESTÕES. No WEEKEND/ NEGÓCIOS, Manuel Falcão sugere esta semana três livros: O Dragão Chinês, Uma Enciclopédia, da Guerra e Paz, Manifesto pela Leitura, de Irene Vallejo (Bertrand), e O Silêncio dos Livros, de George Steiner (Gradiva Publicações); na página ao lado, mais três livros, desta vez por Marco Alves: Aliados em Guerra, de Tim Bouverie (Dom Quixote), Tarântula, de Eduardo Halfon (Dom Quixote), e As Flores do Bem, de Sidarta Ribeiro (Quetzal Editores); no CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas recomenda hoje o livro Ciência Pop, de Carlos Fiolhais e João M. Santos (Relógio D’Água); no IDEIAS/ EXPRESSO, Liliana Valente diz que anda a ler O Louco de Deus no Fim do Mundo, de Javier Cercas (Porto Editora), Torto Arado, de Itamar Vieira Junior (Dom Quixote), e Terra Americana, de Jeanine Cummins (Asa).
UMA OPINIÃO. A de Felisbela Lopes no JORNAL DE NOTÍCIAS: “(…) Talvez seja precoce concluir que estamos perante uma nova crítica literária, mas temos de reconhecer que a descoberta de livros já não acontece em eventos literários, mas em ecrãs de dispositivos móveis que disseminam conteúdos que circulam segundo algoritmos que se tornaram hoje os mais poderosos mediadores culturais. (…)”.
Ainda pelo JN, não perca mais um depoimento sobre os 500 anos do nosso poeta-mor. A professora Maria Rosário Meireles diz que “o segredo estará em aproximar Camões da nossa época”.
OS NÚMEROS. A abrir a REVISTA E/ EXPRESSO, João Sundfeld analisa a situação: “a busca por e-books e audiolivros está a crescer na Europa e no Mundo. Em Portugal, porém, o mercado ainda é embrionário e a preferência pelo papel persiste”.
Boas leituras.
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