
Bom dia,
AS ENTREVISTAS. No NEGÓCIOS, Filipa Lino entrevista Arnaud Miranda, autor de O Iluminismo das Trevas (Edições 70): “O imperialismo tecnológico está a ganhar cada vez mais poder”; no ÍPSILON, António Rodrigues conversa com Mário Lúcio Sousa a propósito de Afrocalipse (Dom Quixote): “Quando leio, não escrevo; quando escrevo, não pinto; quando pinto, não componho [canções]; e quando componho, ou escrevo, ou leio, não tenho preguiça”.
AS SUGESTÕES. Esta semana, no NEGÓCIOS, Manuel Falcão sugere três livros, todos publicados pela Quetzal: Os Pássaros de Banguecoque, de Manuel Vázquez de Montalbán, Comboio-Fantasma para o Oriente, de Paul Theroux, e As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift; na página ao lado, mais três livros, desta feita por Marco Alves: Eu, Giorgia, de Giorgia Meloni (Dom Quixote, com tradução de Miguel Freitas da Costa), Atlas de lugares em extinção, de Travis Elborough (Quetzal, com tradução de Maria José Figueiredo), e César – A conquista da eternidade, de Alberto Angela (Crítica, com tradução de Ana Maria Pinto da Silva); no IDEIAS/ EXPRESSO, a jornalista Eunice Parreira conta-nos que anda a ler A Estranha Sally Diamond, de Liz Nugent (TopSeller), Um incidente chamado Rachel, de Caroline O´Donoghue (Suma), e A Guardiã, de Yael Van Der Wouden (Asa).
AS CRÍTICAS. No ÍPSILON, quatro estrelas para a BD Final Cut, de Charles Burn (Asa, com tradução de José Cardoso de Menezes); na REVISTA E/ EXPRESSO, Pedro Mexia dá quatro estrelas a Hinos à noite, de Novalis, (Edições Miguel Castro, com tradução de João Barrento), quatro estrelas a Poeta-Camaleão, de John Keats (edição de autor, com tradução de Ricardo Marques), e cinco estrelas a Cantos, de Giacomo Leopardi (Assírio & Alvim, com tradução de Jorge Vaz de Carvalho); José Mário Silva atribui três estrelas a Na casa da minha mãe, de Anabela Mota Ribeiro (Quetzal); três estrelas de Ana Bárbara Pedrosa para Se guardasses os nossos pecados, de Andrea Bajani (Alfaguara, com tradução de Sofia Ribeiro); e quatro estrelas de Paulo Nóbrega Serra para Mudar: Método, de Édouard Louis (Elsinore, com tradução de Diogo Paiva); sem direito a estrelas: Valores Europeus – uma longa história, de Jaime Nogueira Pinto (Dom Quixote), e O Voo do Homem, de Benjamín G. Rosado (Quetzal, com tradução de Margarida Amado Acosta).
AS OPINIÕES. “(…) É nossa obrigação, não opcional, falar e escrever correctamente o português, tal como ao cirurgião se pede que saiba manejar o bisturi. Estamos na profissão de falar a língua sem mácula. É o dever que assinamos na carteira de jornalista. (…)”. Quem o afirma é Rodrigo Guedes de Carvalho no IDEIAS/ EXPRESSO. No mesmo suplemento, Luís Pedro Nunes faz alusão ao caso dos livros antigos que estão a ser digitalizados e depois destruídos pelas empresas de Inteligência Artificial: “(…) se perguntarmos a um modelo de IA, ele responderá que o conhecimento humano será então usado como sementeira. E que serão criadas condições para produzir novo material de qualidade. Não para bem da Humanidade. Mas para alimentar a IA. (…)”.
E a finalizar, também na REVISTA E/ EXPRESSO, Luciana Leiderfarb traça a história da Odisseia em língua portuguesa. “Desde o século II a. C., quando foi vertida para o latim, que a epopeia de Homero é traduzida. Em Portugal, começou a sê-lo em 1891, iniciando uma tradição que deste lado e do outro do Atlântico não mais se interrompeu”.
Boas leituras.
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