[leituras de verão] As sugestões de Pedro Brás Marques

Que livros pretende ler este verão?

Não sei se chegarão ao Verão, mas estes são os que mais expectativas me suscitam para os próximos tempos: 

Espinosa – O Messias da Liberdade, de Ian Buruma (Quetzal).
Sim, é mais uma revisita à vida e à obra de Bento de Espinoza, mas que se revela sempre um prazer, já que é, talvez, o filósofo que mais me influenciou.

Depois, Hoje, 3 de Maio, de Patrícia Portela (Caminho), um romance em que a escritora dá vida e voz às personagens de um dos meus quadros favoritos, “Os Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808”, de Goya.

E já que estamos em Espanha, e como gosto imenso da temática relacionada com a Guerra Civil, vou tentar perceber o ‘hype’ por detrás de A Península das Casas Vazias, de David Uclés (D. Quixote).

Recomende três livros a outros leitores (e diga-nos porquê).

    Começaria por Persépolis, de Marjane Satrapi, de que a Bertrand editou a edição integral. Não só pela sua recente e inesperada morte, mas principalmente pelo retrato que faz sobre a vida debaixo de um regime patriarcal, ditatorial e teocrático. Numa altura em que os fantasmas da extrema-direita emergem um pouco por todo o lado, aliados aos totalitarismos encobertos dos ‘incels’ e dos ‘wokes’, a obra-prima da franco-iraniana ganha nova força.

    Depois, o livro escrito por uma mulher sobre uma mulher que todo o homem devia ler: O Caderno Proibido, de Alba de Céspedes (Alfaguara).

    Finalmente, A Ponte sobre o Druna, de Ivo Andric (Cavalo de Ferro). Quatrocentos anos de história dos Balcãs, com o seu mosaico de civilizações, religiões e nações, contados à volta duma ponte de pedra, do ponto de vista dos habitantes locais. Soberbo.

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    Todos os inquéritos de verão estão disponíveis nesta página.

    A seguir: Graça Magalhães.

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