4 de Junho de 2026

Bom dia,

A Revista de Imprensa Literária tem uma novidade para si: a partir de hoje, vamos mostrar-lhe os livros que escritores e leitores estão a pensar levar para as férias. Durante as próximas semanas, todos os dias, publicaremos aqui as escolhas de pessoas que respiram livros e amam a leitura. Depois de no ano passado termos inquirido 44 escritores sobre o seu processo criativo (todos aqui), este ano quisemos dar espaço também aos leitores, esses seres fundamentais nesta história que nos une. Não perca.

Vamos aos jornais?

José Luís Peixoto foi convidado pela Fundación para las Letras Mexicanas para integrar o Programa de Residências da Casa Estudio Cien Años de Soledad, na Cidade do México”, lê-se no CORREIO DA MANHÃ.

No JORNAL DE NOTÍCIAS, António Tavares escreve sobre Edgar Morin: “(…) Um homem com esta dimensão intelectual e com a vida que viveu merece não ser esquecido num tempo onde nos faltam pensadores e filósofos da sua dimensão. (…)”.

Também no JN, uma breve dá conta de que a Tinta-da-China vai lançar no dia 18 novas edições de obras de Luiz Pacheco.

Esta semana, na VISÃO, Rui Couceiro dá uma longa entrevista a Rui Tavares Guedes: “É imprescindível que hasteemos e agitemos a bandeira do livro e da leitura. Quanto mais não seja, porque é preciso mostrar que há um caminho alternativo em relação ao telemóvel”.

Páginas à frente, uma interessante crónica de Carlos Alberto Cupeto sobre os bancos de jardim: “(…) Um artefacto banal da paisagem urbana, que nalgumas cidades, como Paris, é retirado intencionalmente para que os pobres não possam permanecer e chocar os turistas. Contudo, como escreveu José Tolentino Mendonça, um banco de jardim ajuda-nos a reorganizar não apenas o visível, mas também o nosso modo de ver. Sentar-se num banco é interromper a lógica produtiva. É declarar, ainda que silenciosamente, que nem tudo na vida pode ser medido pela utilidade, pela velocidade ou pelo rendimento. (…)”.

Ainda na VISÃO, não pode perder o texto de António Teodoro intitulado “Saramago e a identidade nacional”: “Poucos escritores portugueses contemporâneos suscitaram uma rejeição tão persistente por parte da direita radical e da extrema–direita. Essa hostilidade não se explica apenas por divergências ideológicas. Ela revela uma disputa mais profunda sobre o que é Portugal − e sobre quem tem autoridade para o definir.”.

A fechar a revista, duas sugestões de livros: O Último Instante – um quinteto de histórias, de Salman Rushdie (Dom Quixote, com tradução de J. Teixeira de Aguilar), e “Manuscrito de Alexandria”, de André Gago ((The Poets and Dragons Society).

No PÚBLICO, Miguel Esteves Cardoso queixa-se de que não há nada para ver: “(…) O que é que se salvou? Para já, a RTP2, a Filmin e o YouTube. A RTP2 continua cheia de boas surpresas. Se só puéssemos ter um canal, seria esse. (…)”.

Por fim, também no PÚBLICO, a notícia de que a Direcção-Geral do Livro “falhou nos apoios à internacionalização em 2025”.

Boas leituras.

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