
Bom dia,
O DESTAQUE DA RIL vai para a entrevista de Lúcia Crespo ao editor Zeferino Coelho, no NEGÓCIOS.
Eis alguns excertos:
Saramago tornou-se muito conhecido e um escritor universal sobretudo a partir do ‘Ensaio sobre a Cegueira’. Houve uma mudança no seu estilo e, sobretudo, nos temas. O ‘Ensaio sobre a Cegueira’ já não é um romance português, no sentido de tratar de coisas portuguesas. Fala de um tema universal: Saramago inventa uma história que não se passa em lado nenhum e passa-se em todo o lado. E o impulso final para o Nobel terá sido dado pela imprensa norte-americana. Havia um grande entusiasmo. Saramago já era muito conhecido no estrangeiro como um grande escritor.
Nobel? Ainda vai haver mais. Demora é tempo. Somos um país pequenino. Há tantas hipóteses pelo mundo todo. Mas acho que vai voltar a acontecer.
A primeira frase é muito importante: com uma boa frase, entramos de imediato no livro. Se ficarmos a hesitar ou a tropeçar, não é bom sinal. Um bom livro tem de estar bem escrito, claro, e deve ter algo que nos surpreenda.
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AS SUGESTÕES. No CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas sugere O Inferno Cheio, o novo livro de João Tordo (Companhia das Letras); no NEGÓCIOS, Manuel Falcão recomenda Parar o Vento Com as Mãos, de Brigid Hampton (Porto Editora), Como os Estados Transformam as Economias, de Ricardo Paes Mamede (Contraponto), e Revoluções – Uma Nova História, de Donald Sassoon (Temas e Debates, com tradução de Pedro Vidal); na página ao lado, Marco Alves escreve sobre Territórios de Fronteira, de Gerald Murnane (Quetzal, com tradução de Salvato Teles de Menezes), Uma História Concisa da União Europeia, de Kiran Klaus Patel (Casa das Letras), e Pensar Como Um Imperador Romano, de Donald Robertson (Presença); no EXPRESSO, Juliana Simões conta que está a ler 100 Mitos sobre o Médio Oriente, de Fred Halliday (Tinta da China).
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AS CRÍTICAS. No ÍPSILON, Inês N. Lourenço atribui quatro estrelas e meia a Ver Mais Além, de Esther Kinsky (Elsinore, com tradução de Paulo Rêgo); no EXPRESSO: Ana Bárbara Pedrosa dá três estrelas a Melancolia dos Confins: Norte, de Mathias Enard (Dom Quixote, com tradução de Joana Cabral); quatro estrelas de Carlos Leone para Para o Povo, de A. C. Grayling (Penguin, com tradução de Manuel Santos Marques); também quatro estrelas mas de Sara Figueiredo Costa para Atrahasis, de David Soares e Sónia Oliveira (Kingpin Books); e quatro estrelas de Pedro Mexia para Gradiva – Uma Fantasia Pompeiana, de Wilhelm Jensen (Gradiva, com tradução de Maria do Carmo Figueira); sem direito a estrelas: Missão em Paris – As Aventuras do Capitão Alatriste, de Arturo Pérez-Reverte (Asa), e Cervantes Íntimo, de José Manuel Lucía Megías (Quetzal).
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A DISTINÇÃO. Vem no PÚBLICO: A escritora britânico-turca Elif Shafak é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2026, pela capacidade de contar histórias que “dão vida ao diversificado património cultural da Europa” e respondem aos “desafios do nosso tempo, num forte apelo à defesa da democracia, à promoção da solidariedade, à aceitação do cosmopolitismo e à celebração da diversidade cultural”, justifica a organização do prémio em comunicado.
UMA BREVE. O Grand Hotel Paris, no Porto, vai receber três clubes de leitura até final do mês, diz o JORNAL DE NOTÍCIAS.
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Boas leituras.
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