
Bom dia,
A ENTREVISTA. Mário Cláudio tem um novo livro: Pôr-do-sol com leão deitado (Dom Quixote) vai ser apresentado hoje, às 18 horas, no Centro de Cultura da Universidade Técnica do Porto. Ao JORNAL DE NOTÍCIAS, o escritor, de 84 anos, diz que “no dia em que deixar de escrever, estou liquidado”. A entrevista é de Sérgio Almeida.
Alguns excertos:
“As pessoas compram um livro mais como um fetiche… (…) Quem hoje compra um livro considera-se ele próprio uma elite. Só que essa elite não é de leitores, é de consumidores. (…)”
“Sirvo-me muitas vezes da IA. Porque só lá encontro de imediato elementos que me interessam relacionados com a pesquisa para os meus livros.”
“(…) o Valter Hugo Mãe. É um tipo que, nas entrevistas, tem sempre pouca coisa a dizer que faça sentido. É muito superficial no que diz. Agora diz que vivemos numa época de imbecis… Pronto, é uma coisa que toda a gente sabe. Mas não vivemos só numa época de imbecis (…)”
Sobre as novas gerações: “(…) Acho que eles são todos iguais uns aos outros, compreende? E então na área da poesia, nem se fala”.
Sobre a Feira do Livro do Porto: “É preciso reformular. Claro que é preciso fazer eventos, com ar festivo; o que não se pode é pôr num espaço diminuto umas mesinhas para estar lá sentado um autor. As pessoas que querem abeirar-se dele têm dificuldade, porque anda uma multidão a comer gelados a passar em frente.”
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A DISTINÇÃO. Patrícia Portela conquistou o Grande Prémio de Romance e Novela 2025, com o livro Manual para andar espantada por existir (Caminho). A notícia está no JN.
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A SUGESTÃO. No CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas recomenda China. Poemas do Erotismo Suave (Guerra & Paz), uma recolha de textos clássicos chineses de A. Graça de Abreu.
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Quando a demência nos bate à porta é o título do artigo de Rita Caetano no PÚBLICO, a propósito de Os Meus Pais Envelheceram. E agora?, de Filipa Dias (Manuscrito): “(…) Estima-se que existam mais de 238 mil pessoas com demência em Portugal, de acordo com os dados da Alzheimer Europe relativos ao ano passado, número esse que, prevê a mesma instituição, deverá aumentar para 368 mil em 2050. Perante este cenário, é preciso apostar em medidas de prevenção e de diagnóstico precoce, bem como incrementar o acompanhamento dos doentes e dos cuidadores informais. (…)”.
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Boas leituras.
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