Recomende três livros a outros leitores (e diga-nos porquê).

Em Como Caminhar num Pântano, de Marta Pais de Oliveira, uma mulher confrontada com a fragilidade do próprio corpo recusa a piedade e encontra na linguagem uma forma de resistência. Entre legendagens, diálogos imaginados e encontros com outras figuras à margem, constrói-se um retrato de quem insiste em permanecer livre perante a perda e a proximidade do fim.

Em Corpo Vegetal, Julieta Monginho acompanha uma tradutora confrontada com as consequências devastadoras de uma agressão sexual, explorando as zonas cinzentas entre consentimento, poder e justiça.

Nas Palavras Dela, Alba de Céspedes dá corpo a vozes de mulheres que recusam permanecer à margem da sua própria história.

E O Lugar da Incerteza, de Patrícia Reis, observa personagens confrontadas com escolhas, rupturas e a impossibilidade de respostas definitivas.

Quatro livros escritos por mulheres e centrados (sobretudo) em mulheres. Quatro formas de pensar a autonomia, a vulnerabilidade e a resistência. Sem heroísmos. Apenas vidas atravessadas por conflitos que continuam a ser profundamente contemporâneos.

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Todos os inquéritos de verão estão disponíveis nesta página.

A seguir: Luís Filipe Sarmento.

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Nelson Ferreira da Silva