
Que livros pretende ler este verão?
Nos últimos meses tido excelentes momentos de leitura com os livros: Canções para o incêndio, de Juan Gabriel Vásquez (li outros dois dele e não gostei), Existir no abafado mundo português – correspondência de Óscar Lopes e Vitorino Magalhães Godinho, numa bela coleção da Associação e Jornalistas e Homens de Letras do Porto, Pequeno Manual Para Ser Feliz, de Arthur Schopenhauer, e os belíssimos Um anjo impuro, de Henning Mankell, e A Cadela, da colombiana Pilar Quintana.
São livros que me embalaram para este verão, em que pretendo ler:
1 – outro livro de Henning Mankel (escolher entre Um homem inquieto, Tea Bag – o Sorriso da esperança e Sapatos italianos). Gosto do seu detetive Wallander, humano sem os tiques 007, embora mais sereno que o divertido Mandrake de Rubem da Fonseca.
2 – O livro dos Filósofos Mortos, de Simon Critchley, que andei a namorar há algum tempo e acabei por comprar, também irá comigo. Uma singular História da Filosofia contada de maneira divertida a partir da maneira como morreram os nossos filósofos mais famosos.
3- A arte de roubar fruta, de Francisco Duarte Mangas, autor de uma escrita poética, que escreve tão bem.
Recomende três livros a outros leitores (e diga-nos porquê).
Assim de repente, lembrar-me-ia de O Banquete, de Kierkegaard (que me fez redescobrir o gosto pela leitura quando fui aluno do curso de Filosofia), O Estrangeiro, de Camus (o único livro que li sem parar, numa manhã, e reli numa viagem recente de seis horas entre Atenas e Metéora), Uma vida à sua frente, de Roman Gary (lido por sugestão de um amigo e que fará pensar quem nos tempos atuais só quer construir muros em vez caminhos fraternos).
Por último (só para transgredir a regra imposta dos três livros a recomendar), além dos livros acima referidos, sugiro ainda o livro: Uma vida assim-assim, de Cláudia Araújo Teixeira. A autora trabalhou no mundo editorial português e escreveu este livro com muita imaginação, ironia e humor, sobre a vida de uma mulher que cresceu num bairro social do Porto. Este é um livro daqueles de que gosto: interessante e importante. Pode não ser tão importante como o Ulisses, de James Joyce, mas este livro conseguir ler até ao fim com agrado. Já tentei acabar várias vezes o Ulisses e nunca consegui.
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Todos os inquéritos de verão estão disponíveis nesta página.
A seguir: Maria Joana Almeida.