
Bom dia,
ATTENBOROUGH. O centenário de David Attenborough está nos jornais desta manhã. “O nosso conhecimento da Terra, do “mundo animal”, da botânica e dos “fenómenos da natureza” em geral, deve-se, em parte, a ele, o mais famoso dos naturalistas do nosso tempo”, escreve Francisco José Viegas no CORREIO DA MANHÃ; para o PÚBLICO, Andreia Azevedo Soares recolheu depoimentos de dez especialistas portugueses que “recordam como o naturalista David Attenborough lhes deu linguagem, rigor e emoção para compreender e conservar o mundo vivo”; no IDEIAS/ EXPRESSO, Margarida Mota diz que o britânico “é a visita lá de casa de milhões de pessoas em todo o mundo”.
AS ENTREVISTAS. No ÍPSILON, não pode perder a entrevista de Isabel Lucas a Gerald Murnane a propósito de As Planícies (Relógio D’Água, com tradução de Elsa T. S. Vieira): “O verdadeiro começo de uma obra pode ser uma pessoa a tentar escrever sobre algo que lhe pesa no coração. Não consigo explicar a ficção de forma mais clara”; também no ÍPSILON está Laura Spunney, autora de Proto (Temas e Debates, com tradução de Artur Lopes Cardoso): Viemos todos do mesmo lugar; na VISÃO, poderá ler a entrevista de Rui Tavares Guedes a Simon Park, autor de Destroços dos Descobrimentos − Fracassos, Naufrágios e a Resistência que Marcaram a Expansão Europeia (Presença): “O Velho do Restelo é uma excelente recordação de que existiam vozes dissidentes mesmo no século XVI. A crítica aos aspetos mais sombrios da expansão marítima europeia é tão antiga quanto as próprias viagens”; no WEEKEND/ NEGÓCIOS, Lúcia Crespo falou com António Pinto Ribeiro a propósito do seu O Poder da Cultura – Questões Permanentes (Temas e Debates): “Portugal é um país ainda marcado por vestígios de autoritarismo”; no DIÁRIO DE NOTÍCIAS vai encontrar a entrevista de Leonídio Paulo Ferreira a Islam Issa, autor de Alexandria: a cidade que mudou o mundo (Presença): “Cleópatra resistiu ao teste do tempo. É um ícone cultural de Alexandria”; por fim, no IDEIAS/ EXPRESSO, a conversa de Hélder Gomes com o filósofo A. C. Grayling: “Cada dia de indiferença é um dia ganho pelos autoritários”.
AS CRÍTICAS. No ÍPSILON, Gustavo Rubim dá cinco estrelas a Se Alguém tiver de ser depois, de Juana Bignozzi ((não) edições, com tradução de Mariano Tomasovic Ribeiro); José Riço Direitinho tem quatro estrelas para dar a Antes que a luz se apague, de Lara Moreno (Alfaguara, com tradução de Margarida Amado Acosta); na REVISTA E/ EXPRESSO, Luís M. Faria atribui cinco estrelas a Antissemitismo – uma palavra na História, de Mark Mazower (Dom Quixote, com tradução de Mário Dias Correia); Pedro Mexia dá quatro estrelas a O sobrinho de Wittgenstein – uma amizade, de Thomas Bernhard (Documenta, com tradução de José A. Palma); três estrelas de José Mário Silva para Entra-se na casa pelo pátio, de Carla Louro (Dom Quixote); três de Ana Bárbara Pedrosa para O diabo está nos detalhes seguido de Assim escrevo, de Leila Slimani (Alfaguara, com tradução de Tânia Ganho); e quatro estrelas de Sara Figueiredo Costa para Análise – Notas do Divã, de Vera Iaconelli (Companhia das Letras); sem direito a estrelas: A Sombra das Árvores no Inverno, de Carla Pais (Leya), e O Enraizamento, de Simone Weil (Relógio D’Água).
UM ENSAIO. No IDEIAS/ EXPRESSO, José Lamego assina um texto sobre Jurgen Habermas, intitulado “Um cidadão da “república das letras””.
AS SUGESTÕES. No CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas sugere a reedição de Nunca me deixes, de Kazuo Ishiguro (Gradiva); no WEEKEND/ NEGÓCIOS, Manuel Falcão recomenda três livros: Novelas do Minho, de Camilo Castelo Branco (Quetzal), Ensinamentos Zen do Mestre Huang-Po e A magia da China – lendas e contos de fadas, ambos editados pela Guerra e Paz); no mesmo periódico, Marco Alves traz-nos esta semana três obras: Antissemitismo – uma palavra na História, de Mark Mazower (Dom Quixote, com tradução de Mário Dias Correia), Para o Povo, de A. C. Grayling (Penguin), e O Tango de Satanás, de László Krasznahorkai (Cavalo de Ferro); e no IDEIAS/ EXPRESSO, Miguel Prado diz que anda a ler 1929, de Andrew Ross Sorkin (Lua de Papel, com tradução de João Carlos Silva), No Limite, de Nate Silver (Dom Quixote), e Inventário da solidão, de João Tordo (Companhia das Letras).
UMA NOTÍCIA. “Mário Centeno prepara livro de memórias”, lê-se no EXPRESSO.
AS OPINIÕES. Na VISÃO, Safaa Dib fala-lhe do “clube offline”, uma iniciativa “que organiza encontros regulares de pessoas que se juntam para todo o tipo de atividades − leitura, escrita e jogos ou jantares − com apenas uma condição: telemóveis desligados. É tão simples quanto isso, criar um espaço comunitário onde todos possam conectar-se de forma espontânea.”; ainda na VISÃO, o texto de Margarida Davim começa assim: “Rosa Coxa é uma personagem secundária de Esteiros, o romance que Soeiro Pereira Gomes dedicou aos “filhos dos homens que nunca foram meninos”. Sabemos quase de raspão como ganhou a alcunha. “Sozinha em casa, enquanto a mãe urdia teias na fábrica, caiu da cama abaixo e ficou aleijadinha.” Parece um pormenor sem importância, mas diz tudo de um sistema que obrigava as mães a sair de casa para trabalhar, deixando em casa sozinhas – ou entregues a irmãos pouco mais velhos – crianças de colo. Não trabalhar não era uma opção para estas famílias que contavam os tostões e sentiam na barriga o peso da fome. Estou a usar os verbos no passado e não devia. Os 80 anos que se passaram desde a primeira edição do livro mudaram muita coisa, mas não mudaram tudo. (…)”; no JORNAL DE NOTÍCIAS, João Paulo Videira diz que “é preciso incutir o que é Camões e a importância de o ler”; no IDEIAS/ EXPRESSO, não perguntem a Isabela Figueiredo qual é o seu método de escrita, que ela não tem nenhum. “Escrevo”, escreve.
Boas leituras.
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