
Bom dia,
Feliz Dia Mundial da Língua Portuguesa!
O tema não está nos jornais desta manhã, com excepção do PÚBLICO, onde lemos uma estatística alarmante: “No final do 1.º ano, um quarto dos alunos não conseguem escrever correctamente mais de 12 das 37 palavras ditadas, ao passo que outro quarto ultrapassa as 27 palavras correctas.”.
Ainda a propósito deste assunto, Jorge Bacelar Gouveia, autor de Direito da Língua, assina um artigo de opinião intitulado “Por uma lei da língua portuguesa”: “(…) A subordinação crescente ao inglês — o que é, a seu modo, uma óbvia captura de natureza cultural e linguística ao serviço de inconfessáveis interesses espúrios — deve ser travada em nome da defesa do português como traço característico de Portugal, dos portugueses e dos lusófonos. (…)”.
A fechar o PÚBLICO, e porque hoje é terça-feira, o Guia Leituras. Esta semana, seis propostas: Por Ora – Poesia reunida (1982-2018), de Paulo Henriques Britto (ICNM); Fantasmas, de Siri Hustvedt (Dom Quixote, com tradução de Tânia Ganho); 21 lições de Filosofia – para viver uma vida quase boa, de David Erlich (Planeta); Pedra da Peciência – manual de sobrevivência III, de José Manuel Castanheira (Guerra e Paz Editores); Reflexões sobre a dor, de Umberto Eco (Gradiva Publicações, com tradução de Bárbara Villalobos); e Mais Além, de Gonçalo Cadilhe (Contraponto), que será apresentado na próxima quinta-feira, às 18h30, na FNAC do NorteShopping, Porto.
A “livraria sem livros” da Audible é o tema da crónica de Francisco José Viegas no CORREIO DA MANHÃ: “(…) Um bom ouvinte não é um bom leitor; um livro tem uma voz interior que nunca é escutada enquanto nos distraímos. Num audiolivro não podemos sublinhar o arranque de Anna Karenina ou de História em Duas Cidades. É isto.”. Na segunda parte do texto, Viegas sugere Destroços dos Descobrimentos – Fracassos, naufrágios e a resistência que marcaram a expansão europeia, de Simon Park (Presença).
No DIÁRIO DE NOTÍCIAS, leia a entrevista de Leonídio Paulo Ferreira a Jesús Colina, autor do livro Dios Nos Quiere: Robert Francis Prevos – León XIV: “Com esta viagem, o papa mostrou que futuro da Igreja reside em África”.
Ainda pelo DN, páginas à frente, João Lopes faz a crítica a Um Chapéu de Leopardo, de Anne Serre (Dom Quixote): “é um breve e fascinante retrato de uma personagem que nos leva a repensar as fronteiras entre vida e morte, realidade e narrativa”.
No JORNAL DE NOTÍCIAS, uma breve dá-nos conta que Afonso Reis Cabral, vencedor do Prémio Literário José Saramago 2019, viveu numa loja de sapatos do centro comercial Colombo, em Lisboa, desde 27 de abril até ontem. A experiência inédita, disse o escritor de 36 anos, irá resultar num livro para a coleção “Retratos”, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a editar em breve.
AGENDA. Via CORREIO DA MANHÃ: “No âmbito dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, são inauguradas, hoje, às 10h00, na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, duas grandes exposições dedicadas ao autor de Os Lusíadas.”.
Boas leituras.
*