
Bom dia,
Francisco José Viegas diz no CORREIO DA MANHÃ que “(…) Ontem foi o Dia da Língua Portuguesa; houve um amável silêncio sobre o assunto, porque as pessoas tolinhas preferem dizer “sitting” e “mindset”. Escrevemos cada vez pior, e informo-vos que o Dicionário de Sinónimos (Porto Editora), da gentil Tertúlia Edípica, já não se publica. Já não gostamos das nossas palavras. (…)”. Na segunda parte da crónica, o editor recomenda hoje Fantasmas, de Siri Hustvedt (Dom Quixote, com tradução de Tânia Ganho).
Ainda a propósito do Dia Mundial da Língua Portuguesa, Leonídio Paulo Ferreira assina hoje o editorial do DIÁRIO DE NOTÍCIAS: “(…) Seja produto da expansão imperial, seja por via da emigração, o português é, de facto, uma língua global, uma das mais faladas do mundo, com perto de 300 milhões de falantes e um ritmo acelerado de expansão. (…)”.
Também no DN, Guilherme d´Oliveira Martins faz o elogio da leitura: “(…) Marcel Proust recordou um dia o que Descartes disse: “A leitura de todos os bons livros é como uma conversa com as melhores pessoas dos séculos passados que foram os seus autores.” Conhecemo-los melhor do que o vizinho que cumprimentamos ao subir a escada, e usufruímos desse outro encontro um benefício incomensurável. E lembrar os autores dos confins dos tempos, não pode deixar de associar as suas personagens, que constituem o desdobramento das suas identidades. Eis por que são importantes os encontros sobre os livros e as bibliotecas. (…)”.
A pretexto do seu mais recente romance No meu fim está o meu começo (Quetzal), Filipa Martins dá hoje uma entrevista a Carla Alves Ribeiro no DIÁRIO DE NOTÍCIAS: “Há causas que merecem que os factos sejam contaminados pelas emoções, através de histórias reais”.
No JORNAL DE NOTÍCIAS, Afonso Reis Cabral interroga-se: “Para onde vão os livros emprestados”.
Pelo JN fique também a saber que os ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa aprovaram um novo prémio literário da CPLP dirigido a escritores emergentes.
Na SÁBADO, a crónica de Gonçalo M. Tavares tem como título: “Ensaio geral ficcional e delirante sobre a questão das notícias”.
Páginas à frente, Ângela Marques dá-lhe cinco livros para este mês de Maio: Não podes fugir, não podes esconder-te, de Yrsa Sigurdardóttir (Quetzal, com tradução Maria José Figueiredo); V., de Thomas Pynchon (Bertrand, com tradução de Salvato Teles de Menezes); Perder o Juízo, de Ariana Harwicz (Elsinore, com tradução de Guilherme Pires); Onde o rio espera, de Wally Lamb (Asa); e Quem diz e quem cala, de Chiara Valerio (Dom Quixote).
Boas leituras.
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