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Bom dia,
Com uma página de entrada renovada, aqui estão os destaques literários da RIL desta sexta-feira:

Leïla Slimani dá uma longa entrevista a Lúcia Crespo, que poderá ler no NEGÓCIOS. A escritora franco-marroquina diz que “há um grande mal-entendido entre aquilo a que poderíamos chamar os adultos e os jovens. Esta ausência de diálogo entre as duas gerações é muito perigosa. Temos de construir uma ponte entre nós e os nossos próprios filhos”.
Mais: “Acredito muito mais num conflito entre classes sociais do que num choque de civilizações. O problema não é a religião nem a civilização. O problema é a desigualdade”.
E ainda: “Tenho um país, um país maravilhoso, infinito: a literatura”
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MAIS IMPRENSA EM PAPEL
Pela crítica, no ÍPSILON, Isabel Lucas atribui cinco estrelas a Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves (Bertrand); também cinco estrelas, mas de Luís Ricardo Duarte, para Cantos de Tristeza, de Ovídio (Quetzal, com tradução de Carlos Ascenso André). Na REVISTA E/ EXPRESSO, José Mário Silva dá cinco estrelas a Princípio Meio Fim, de Valeria Luiselli (Alfaguara, com tradução de Tânia Ganho); quatro estrelas de Luís M. Faria para Gente Como Nós, de Miguel Herdade (Ideias de Ler); Pedro Mexia tem três estrelas para Alegria é o Meu Nome do Meio, de Sasha Debevec-McKenney (Monstro, com tradução de Miguel Cardoso); cinco estrelas de Ana Bárbara Pedrosa para Terra ou Lua, de Jade Khoo (Asa, com tradução de Maria Rita Furtado); e sem direito a estrelas: Os Sapatos de Khatchaturian, de Sandro William Junqueira (Caminho), e Rasputin e a Queda dos Romanov, de Antony Beevor (Bertrand).
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No DIÁRIO DE NOTÍCIAS, destaque para a entrevista de Carlos Ferro a António Barreto, numa altura em que chega às livrarias António Barreto – Do Meu Ponto de Vista (Contraponto), livro que reúne 25 conversas entre João Céu e Silva e o sociólogo.
Mais à frente, imperdível a entrevista de Leonídio Paulo Ferreira ao cientista Carlo Rovelli, autor de A Consciência Pesada dos Físicos (Penguin): “Por medo de uma bomba atómica nas mãos de Hitler, entrámos na era nuclear”.

E porque não há duas sem três, mais uma para ler no DN: a de Helena Tecedeiro ao desenhador canadiano Guy Delisle, autor de obras como Shenzhen, Pyongyang, Crónicas da Birmânia e Crónicas de Jerusalém, todas editadas pela Devir: “As pessoas chamam-lhe novela gráfica, mas eu sou apenas um descendente da banda desenhada franco-belga. Só que, na minha idade e na nossa época, queremos explorar outros horizontes. E foi isso que a banda desenhada da minha geração fez. Abordou viagens, testemunhos e explicações. Tem um pouco de tudo. Assuntos científicos, assuntos jornalísticos. Hoje em dia, quando se vai a uma loja de banda desenhada, a variedade é enorme. Quando era jovem, era muito mais limitada.”
Saímos do DN e entramos no ÍPSILON, onde nos espera mais uma entrevista: Pedro Rios falou com Rebecca Solnit a propósito de Não Há Caminho a Direito Que Te Leve Até Lá (Quetzal, com tradução de Telma Costa): “O optimismo é igual ao pessimismo, ao catastrofismo e ao cinismo”.

Espero que não esteja cansado/a das entrevistas, porque o EXPRESSO traz-lhe ainda a de Catarina Maldonado Vasconcelos ao politólogo Francis Fukuyama, de volta aos livros com No Reino do Último Homem (D. Quixote, com tradução de Luís Filipe Pontes): “Eu estava errado em relação a Donald Trump. Enganei-me”.
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No que respeita às sugestões literárias desta sexta-feira: no NEGÓCIOS, Manuel Falcão traz-nos Uma Casa no Fim do Mundo, de Michael Cunningham (Gradiva), Poesia de Alberto Caeiro, de Fernando Pessoa (Assírio & Alvim), e Recordações da Fuga de Essex seguido de 20 Poemas do Manicómio, de John Clare (Assírio & Alvim, com tradução de Hugo Miguel Santos); na página ao lado, Marco Alves recomenda O Caldeirão, de Simon Sebag Montefiore (Crítica, com tradução de António Júnior), A Verdadeira História da Escravatura, de Martin Plaut (Clube do Autor), e Notas Sobre Ser Homem, de Scott Galloway (Lua de Papel, com tradução de João Carlos Silva); no CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas sugere Onde Estivestes de Noite, de Clarice Lispector (Companhia das Letras); e no IDEIAS/ EXPRESSO, a jornalista Conceição Antunes conta que anda a ler A Cidade e as Suas Muralhas Incertas, de Haruki Murakami (Casa das Letras), e Eu Vi Uma Flor Selvagem, de Hubert Reeves (Gradiva).

No PÚBLICO, Luís Ricardo Duarte escreve sobre o Festival Dias da Literatura de Lisboa, num artigo intitulado: “A utilidade, os limites e a magia dos festivais literários em discussão na Gulbenkian”.
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Esta semana, na VISÃO, poderá ler uma longa entrevista de Rosa Ruela a Rachid Benzine, autor de O Homem Que Lia Livros (Bertrand, com tradução de João Cardoso): “A negação sobre Gaza, a negação do aquecimento global… Seria interessante perceber por que razão o ser humano recorre frequentemente à negação. Tenta proteger-se de quê?”
Páginas à frente, outra longa entrevista, desta feita de Filipe Luís a Miguel Herdade, autor de Gente Como Nós (Ideias de Ler): “Desde o ano 2000 que a escola não esbate as desigualdades”.
Na secção de livros, a VISÃO traz-nos seis propostas: Caminhos da Insubmissão, de Jorge Valadas (Antígona); Território de Luz, de Yuko Tsushima (Livros do Brasil, com tradução de Maria de Fátima Carmo); Contracena – Cadernos Teatrais, de Miguel Falcão (Companhia Cegada); O Caderno Proibido, de Alba de Céspedes (Alfaguara, com tradução de Ana Cláudia Santos); A Beleza das Coisas Imperfeitas, de Richard Zimler (Porto Editora); e Vários Nomes para Julieta, de Ana Cristina Silva (Minotauro), sobre o qual poderá ler – ou reler – a entrevista que a autora deu à RIL.
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PELA IMPRENSA DIGITAL
Quatro autores portugueses entre os finalistas do prémio Oceanos (OBSERVADOR)
Guy Deslile: a banda desenhada do bom viajante e do “mau pai” (OBSERVADOR)
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Bom fim-de-semana!


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