
Bom dia,

Jon Fosse passou recentemente por Portugal para participar no Fólio, o Festival Literário Internacional de Óbidos. O Nobel da Literatura de 2023 dá hoje uma entrevista a José Riço Direitinho, que pode ler no ÍPSILON, e a Joana Moreira, que pode ler no OBSERVADOR. Imperdíveis!
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PELA IMPRENSA EM PAPEL
Como habitualmente, começamos pelas críticas literárias desta semana. Na Revista E, do EXPRESSO, Pedro Mexia dá quarto estrelas a Obra Reunida, de José Alberto Oliveira (Assírio & Alvim); José Mário Silva tem três estrelas para Não Há Caminho A Direito Que Te Leve Até Lá, de Rebecca Solnit (Quetzal, com tradução de Telma Costa); Carlos Leone atribui duas estrelas a Sem Respeito, de Byung-Chul Han (Relógio D´Água, com tradução de Ana Falcão Bastos); cinco estrelas de Luís M. Faria para O Rasto do Psicopata, de Emma Kavanagh (Casa das Letras, com tradução de Rui Elias); Sara Figueiredo Costa dá três estrelas a Vento do Oriente, Vento do Ocidente, de Pearl S. Buck (Dom Quixote, com tradução de Ana Marta Caio); e, novamente, Carlos Leone atribui quatro estrelas a Um Fio de Nada – Ensaio sobre a Tolerância, de Diogo Pires Aurélio (E-Primatur); sem direito a estrelas: A Turista Acidental, de Anne Tyler (Penguin), e O Segundo Sexo – Vol. I, de Simone de Beauvoir (Quetzal).
No ÍPSILON, Helena Vasconcelos atribui três estrelas a Tinta e Sangue, de Han Kang (Dom Quixote, com tradução de Luísa Benvinda Pereira Alves).
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De volta à Revista E, do EXPRESSO, poderá ler o texto de Paulo Anunciação sobre o livro de Anthony Rudolf, modelo principal e namorado de Paula Rego. Office Hours in the Studio of Paula Rego saiu no Reino Unido no mês de Setembro. O artigo está também aqui.
Amante, modelo, confidente e testemunha privilegiada, Anthony Rudolf recorda 26 anos de cumplicidade com a artista portuguesa, entre o estúdio, a poesia e a vida quotidiana. Num novo livro, ele revela os segredos da intimidade de uma relação invulgar e os últimos anos da pintora. Um retrato que abre a porta do ateliê mágico e da vida de Paula Rego
Páginas à frente, encontrará um ensaio de Pedro Paixão a propósito das “experiências” que fez durante o último ano com vários centros de inteligência artificial. Essas incursões resultaram no livro Por Detrás dos Espelhos (Glaciar).
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Pelo JORNAL DE NOTÍCIAS, sugiro a leitura da crónica de Felisbela Lopes, que esta semana versa sobre o livro Sociedade Ansiosa, de Pedro Morgado (Ideias de Ler): “(…) Atravessamos cada página do livro com a sensação de que o autor conhece bem todas as nossas inquietações, mesmo as que se escondem nos gestos mais banais: acordar antes do despertador já com a lista infindável de tarefas a cumprir, sentir que o dia não chega para tudo o que é necessário fazer, consumir redes sociais e comparar a nossa vida com imagens cuidadosamente construídas por outros, ter dificuldade em parar sem suportar a culpa por estar ali sem fazer nada… (…)”.
Ainda no JN, uma breve dá-nos conta de que a editora The Poets and Dragons Society vai publicar a 1 de Novembro dois dos livros mais recentes de Anne Carson, Prémio Nobel da Literatura 2026: Norma Jeane Baker de Tróia (2020) e A norma errada (2024). Ambas as edições contam com traduções de Sónia Guimarães, D. H. Machado e Bernardo Diniz Ferreira.
No DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Leonídio Paulo Ferreira entrevista Carmen Calvo, presidente do Conselho de Estado espanhol, que esteve em Lisboa a apresentar o livro Gobernar em Consejo, Isabel de Portugal y el ejercicio del poder en la Castilla de Carlos V (1528-1538), de Sergio Bravo Sánchez: “Um traço da inteligência do imperador Carlos V é perceber que Isabel de Portugal é inteligente. Não é só a mulher de quem gosta”.
No WEEKEND/ NEGÓCIOS, Lúcia Crespo conversa com Markus Dohle, ex-CEO da Penguin Random House: “Vivemos o melhor momento do sector editorial desde Gutenberg“.
No ÍPSILON, além da já mencionada a Jon Fosse, há ainda espaço para mais duas entrevistas: a de Maria João Guimarães a Niklas Frank, autor de O Meu Pai, Uma Vingança (Zigurate, com tradução de Mário Prado Coelho): “As suas ideias estão a ser seguidas”; e a de Isabel Lucas a Aixa de la Cruz, autora de Tudo Começa Pelo Sangue (Dom Quixote, com tradução de Ana Saragoça): “Os romances de amor também são romances de classe”.
A fechar o ÍPSILON, não perca a crónica de António Guerreiro, intitulada “Demasiados livros”:
Publicam-se demasiados livros, numa frenética corrida pela novidade, porque eles morrem cedo; e eles morrem cedo por causa do frenesi da novidade: eis o círculo vicioso, sem saída, em que se caiu há muito tempo. Três meses era, em tempos já um pouco afastados, a média de duração de um livro no mercado. Actualmente, já há editores a queixarem-se de devoluções ao fim de um mês. Certo é que o ciclo vital de um livro tem sido progressivamente encurtado. Há quem já tenha proposto às editoras uma pausa sabática, um jejum sanitário: um ano sem publicar nenhum livro, uma desaceleração voluntária e programada. Mas como deixar de pedalar sem cair?
No CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas escreve sobre a homenagem ao editor Zeferino Coelho, marcada para o próximo domingo, na FÓLIO, e sugere ainda A Nova Idade das Trevas, de James Marriott: “uma leitura corajosa e claríssima do apocalipse atual – ou seja, a perda dramática de alfabetização e o abandono da leitura”.
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PELA IMPRENSA DIGITAL
Oliveira do Hospital recebe encontro literário até sábado (JORNAL DE NOTÍCIAS)
Gaia reabilita biblioteca e oferece obras literárias a sete mil estudantes (JORNAL DE NOTÍCIAS)
Festa do Livro Independente regressa a Arroios com mais de 120 participantes (OBSERVADOR)
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PELOS PODCASTS

Esta semana, Júlio Isidro conversa com Fernando Dacosta no Geração 40: “Salazar não chegou a Portugal vindo de um disco voador de Marte. É uma emanação deste povo. Quem já gerou um Salazar pode gerar outro”
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A FECHAR

Não perca a entrevista RIL a Ana Cristina Silva sobre o seu mais recente livro Vários Nomes Para Julieta (Minotauro): “O preconceito impede-nos de ver a complexidade de cada ser humano”.
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Bom fim-de-semana!


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