
Bom dia,
Hugo Gonçalves dá hoje uma entrevista ao DIÁRIO DE NOTÍCIAS a propósito do seu mais recente livro O Império do Fim (Companhia das Letras). Alguns excertos:
O livro não é sobre a descolonização. É sobre essa trindade indissociável que é o colonialismo, a Guerra Colonial – que, para outros, foi a Guerra de Libertação – e a descolonização.
Há pessoas que não admitem sequer a discussão sobre o passado colonial, que a consideram uma ofensa, uma traição à pátria, porque acreditam que éramos os melhores colonizadores de sempre.
Não estou a fazer história nem ativismo. Interessa-me os matizes e as contradições das pessoas, interessa-me tentar perceber por que razão faziam o que faziam.
As capas têm o condão de desiludir as pessoas, porque já me perguntavam muito quem era a mulher da capa do Revolução, se era uma mulher do 25 de Abril. E acho que não vale a pena estarmos aqui a romantizar, as capas são feitas muitas vezes através de fotos de bancos de imagens e de montagens. Fotografias documentais remetem muito para um livro de não-ficção. Tentámos algumas, mas muitas remetiam para um certo tipo de livro, porque também existe no mercado um certo saudosismo sobre o colonialismo, sobre como era a vida em Luanda, com a Baía de Luanda, e nós não queríamos isso.
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MAIS IMPRENSA DESTA MANHÃ

No CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas sugere Assalto à Fronteira, de Leila Slimani (Alfaguara, com tradução de Tânia Ganho): “A sua escrita é uma forma de audácia, beleza e conhecimento”.
Na SÁBADO, a crónica de Gonçalo M. Tavares desta semana tem como título: “O Estado tranquilo e legal, 30 anos depois, tenta matar”.
Páginas à frente, Ângela Marques escreve sobre os livros da rentrée literária: A Bruxa, de Freida McFadden (Alma dos Livros), Nazarena, de Karina Sainz Borgo (Alfaguara), Tinta e Sangue, de Han Kang (Dom Quixote), O Império do Fim, de Hugo Gonçalves (Companhia das Letras), A Beleza das Coisas Imperfeitas, de Richard Zimler (Porto Editora), e Tudo Começa Pelo Sangue, de Aixa de la Cruz (Dom Quixote).
A lista de livros não se esgota aqui. A SÁBADO tem também estas propostas: John, filho de John, de Douglas Stuart (Alfaguara), Herbário, de Capicua (Nuvem de Letras), Do Amor e de Outros Fantasmas, de Joana Bértholo (Caminho), O Meu Amor Não Morre, de Roberto Saviano (Alfaguara), Crime no Grand Alpine Hotel, de Lucy Foley (Asa), e A Novidade Tem um Prazo, de Pedro Trigueiro (Astrolábio).
No DIÁRIO DE NOTÍCIAS, além da já mencionada entrevista a Hugo Gonçalves, Leonídio Paulo Ferreira assina o editoral, fazendo referência ao livro Refém: 491 dias nas mãos do Hamas, de Eli Sharabi (Guerra & Paz).
Esta semana, no JORNAL DE NOTÍCIAS, a crónica de Afonso Reis Cabral começa assim:
Eu sei que a série de “A leste do Paraíso”, que chegou agora à Netflix, tinha um adversário temível, mas ainda assim esperei com esperança, que é a melhor maneira de esperar. Li o romance de Steinbeck umas quantas vezes com aquele defeito que se torna de fabrico: quando se lê literatura em criança, acontece algo parecido com o que Montaigne disse sobre a amizade. Porque era ele, porque era eu. (…)
Na secção de Cultura do JN, Sérgio Almeida faz a crítica a O Divórcio, de César Aira (Cavalo de Ferro):
Numa época em que os gostos dos leitores prevalecem sobre tudo o resto, ditando os géneros, as temáticas e até os registos que os escritores devem obedientemente seguir, há que admirar (e preservar) os poucos autores cuja forma de escrita é apenas ditada pela sua própria vontade. Muito antes do advento dos ChatGPT desta vida, já a maioria abria alegremente mão da sua marca autoral, no afã ilusório de chegar a mais leitores. Deste e de outros pecadilhos não pode ser acusado César Aira. (…)
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PELA IMPRENSA DIGITAL
Morreu aos 86 anos o escritor e ex-político Jeffrey Archer (OBSERVADOR)
Editores portugueses levam a Frankfurt aposta na internacionalização da literatura (LUSA)
PELOS PODCASTS

No Lusa Extra, Rui Tavares fala sobre os livros herdados dos irmãos mais velhos, as leituras feitas a pastorear ovelhas, e do despertar para a política numa biblioteca municipal.

O novo podcast da SIC dedicado aos livros vai juntar Júlia Pinheiro, Rita Blanco e Rui Zink. Estreia marcada para o próximo domingo.
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PELA IMPRENSA INTERNACIONAL

Partita By Barbara Kingsolver review – a quieter follow-up to Demon Copperhead (THE GUARDIAN)
Barbara Kingsolver’s Latest Is a Sexy Novel About Life’s ‘What-Ifs’ (THE NEW YORK TIMES)
Les ventes de livres reculent fortement en France sur la première moitié de 2026 (LE MONDE)
‘Cartas a Philip W. Silver’, de Claudio Rodríguez: la contemplación viva (EL PAÍS)
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Até amanhã!


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