
Bom dia,
Não se fala de outra coisa: chegou o dia do eclipse. Em editorial, no PÚBLICO, Sónia Sapage escreve: “(…) Há uma diferença psicológica entre ver uma coisa bonita e marcante, mas que podemos voltar a ver — como uma espantosa queda de neve ou auroras boreais, que até chegaram ao nosso país em 2024 —, ou ver algo irrepetível. Minutos (ou, neste caso, segundos) transformam-se num acontecimento biográfico. (…)”. Na página ao lado, Miguel Esteves Cardoso recupera Emily Dickinson e dá-lhe um “poema do eclipse”.
No JORNAL DE NOTÍCIAS, a propósito do eclipse, Afonso Reis Cabral escreve que “hoje, o país é Bragança e o resto é paisagem”.
Também no JN, Sérgio Almeida faz a crítica a As reputações, de Juan Gabriel Vásquez (Alfaguara, com tradução de Vasco Gato).
Que o Inferno Pareça Aqui, de João Zamith (Penguin), é a sugestão de hoje de Francisco José Viegas no CORREIO DA MANHÃ.
Na SÁBADO, não perca a crónica de Gonçalo M. Tavares, intitulada “Sobre o trabalho e sobre a pouca vida que sobra”. Começa assim: “O trabalho entornou-se sobre a vida; entrámos como gado na cerca e já não sabemos como fugir; e estamos endividados de tal maneira que o trabalho que fazemos vai diretamente para o credor, sem passar pela casa de partida. (…)”.
Boas leituras.
*