17 de Abril de 2026

Bom dia,

Começo com uma frase de Jorge Bacelar Gouveia, no PÚBLICO: “O uso generalizado e até abusivo do inglês começa a ser inadmissível”. O jurista e professor catedrático, que escreveu Direito da Língua (Almedina), não tem dúvidas de que “estamos numa grave crise de menorização do português”.

UMAS ENTREVISTAS. Para o ÍPSILON, José Riço Direitinho conversou com David Uclés, autor de A Península das casas vazias (Dom Quixote, com tradução de J Teixeira de Aguilar): “Não escrevi nada que não seja a verdade histórica. Ou me doía mais ou me doía menos, mas escrevi tudo. Não tergiversei a História”; também encontrará “A Península das casas vazias” na REVISTA E, do EXPRESSO, pela pena de Luciana Leiderfarb: “demorou 17 anos a desencravar. Livro “total”, narra a Guerra Civil espanhola a partir dos anónimos que a sofreram.”; e, finalmente, também no DIÁRIO DE NOTÍCIAS, entrevistado por Leonídio Paulo Ferreira: “Franco aproveitou-se da fraqueza da esquerda, e era um bom estratega. Mas teve muita sorte”.

OUTRA ENTREVISTA. A de Isabel Lucas à escritora argentina Claudia Piñeiro a propósito de Elena sabe (Presença, com tradução de Rita Custódio e Àlex Tarradellas): “Durante muito tempo a literatura fez-nos acreditar que as histórias mínimas, que acontecem em lugares pequenos ou protagonizadas por mulheres, não tinham tanto valor quanto os grandes épicos. Isso, felizmente, foi mudando”. Para ler no ÍPSILON.

AINDA OUTRA. No IDEIAS/ EXPRESSO, Catarina Maldonado Vasconcelos à conversa com Lea Ypi, autora de Indignidade e Livre (ambos pela Casa das Letras): “O nacionalismo pode não ser mau, mas o Estado-nação é”.

AS CRÍTICAS. No ÍPSILON, três estrelas e meia de Inês N. Lourenço para O futuro da verdade, de Werner Herzog (Livros Zigurate, com tradução de Mário Prado Coelho); na REVISTA E, do EXPRESSO, António Cabrita atribui cinco estrelas a O desfufador, de Valério Romão (Edições tinta-da-china); também cinco estrelas dá Pedro Mexia a A Morsa – contos de inocência e de violência, de Ana Cláudia Santos (Companhia das Letras); quatro estrelas de Ana Bárbara Pedrosa a Final Cut, de Charles Burn (Asa, com tradução de José Cardoso Menezes); quatro estrelas de José Mário Silva para Vampiros de Bolso, de Rui Pires Cabral ((não) edições); e três de Luís M. Faria para Pensar como um filósofo, de Julian Baggini (Gradiva Publicações, com tradução de Manuela Teles); sem direito a estrelas: Clareiras, de Iris Wolff (Dom Quixote), e A mais bela maldição, de Rui Couceiro (Porto Editora).

SEM STRESS. Beatriz Subtil é autora do livro Desregulados – entre o stresse crónico e o excesso de prazer: como encontrar equilíbrio e regular o sistema nervoso no mundo moderno (Pergaminho), e assina um texto na VISÃO desta semana intitulado “Porque somos insatisfeitos por natureza”.

AS SUGESTÕES DA VISÃO. São seis propostas: Antes que a luz se apague, de Lara Moreno (Alfaguara, com tradução de Margarida Amado Acosta); Inteligência do Lugar, do colapso global à vida local, de Carlos Cupeto (Edições Sílabo); Proto – uma história da linguagem, de Laura Spinney (Temas e Debates, com tradução de Artur Lopes Cardoso); Espinosa – o Messias da Liberdade, de Ian Buruma (Quetzal, com tradução de Jorge Melícias); 1929, de Andrew Ross Sorkin (Lua de Papel, com tradução de João Carlos Silva); e Do palito à perdiz, de Paulo Moreiras (Casa das Letras).

O ENSAIO. Na REVISTA E do EXPRESSO, há um texto longo do recentemente falecido Diogo Ramada Curto sobre Guerra Junqueiro: “A herança do “maior génio poético do último século” extingiu-se ou ficou reduzida à lembrança carnavalesca do poeta que cantou a “porra do Soriano””.

A NOTÍCIA – I. No DN: “Livro mostra Mário Soares “maduro e tranquilo”. Pelo crivo de Jorge Morais, chegam às livrarias 100 crónicas escritas no DN pelo antigo chefe de Estado entre 2008 e 2015.”.

A NOTÍCIA – II. Lê-se no CORREIO DA MANHÃ: “O Fórum da Maia recebe a partir de hoje e até segunda-feira, o Festival de Leitura da Maia. Entre a vasta programação destaque para as presenças de André Neves (Dealema), Tânia Laranjo (CM/CMTV) e Fernando Ribeiro (Moonspell). Há ainda espetáculos e um DJ set para um lounge de leitura.”.

QUEM RECOMENDA O QUÊ. O coordenador do EXPRESSO Hélder Gomes anda a ler Limpa, de Alia Trabuco Zerán (Elsinore); esta semana, no WEEKEND/ NEGÓCIOS, Manuel Falcão escreve sobre LX 90 – A Lisboa em que tudo é possível, de Joana Stichini Vilela e Pedro Fernandes (Dom Quixote), Como ler uma árvore, de Tristan Gooley (Pergaminho, com tradução de Michele Amaral), e A Teoria de Tudo, de Stephen Hawking (Gradiva); também no WEEKEND, Marco Alves escolheu dois livros para a sua página desta semana (além do já mencionado LX90): Economia comestível, de Ha-Joon Chang (Casa das Letras), e Os Lázár, de Nelio Biedermann (Bertrand); no CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas sugere Amanhã à mesma hora, de Martim Sousa Tavares (Livros Zigurate).

O PERFIL. No DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Susana Salvador assina um texto sobre Francesca Albanese, autora de Quando o Mundo Dorme – Histórias, palavras e feridas da Palestina (Antígona – Editores Refractários, com tradução de Pedro Morais): “da acusação de genocídio contra Israel às sanções dos EUA”.

O LANÇAMENTO. Judite Sousa apresentou ontem o seu mais recente livro A Arte de Curar a Alma (Penguin): “Este livro é diferente de todos os outros. É uma coisa entre o romance e o ensaio, mais ou menos. Este é um livro sobre a vida.”, disse a antiga jornalista.

Boas leituras.

*

Deixe um comentário