
Bom dia,
Apetece-me copiar/colar todo o texto de Fernando Alves no JORNAL DE NOTÍCIAS desta sexta-feira, mas não posso. Fico-me por este excerto:
O que me atrai, na arte secreta da crónica, é o seu modo de aconchegar histórias nas quais possa adejar a trança da notícia, a notícia de outra maneira. O cronista, embora autorizado pela norma, não inventa histórias, nem ousa, posto em deriva noticiosa, um novo ramo da novelística. Escuta conversas, invade hemerotecas, beija a matéria do dia, a seu modo toca a “árvore triste” de que fala Garcia de Orta nos “Colóquios dos simples e drogas da Índia”.
*
MAIS IMPRENSA EM PAPEL
Comecemos pelas entrevistas:

No ÍPSILON, Isabel Lucas conversa com Valeria Luiselli, a autora do muito admirado Lost Children Archive, que está agora de regresso com Princípio, Meio, Fim (Alfaguara, com tradução de Tânia Ganho): “Queria criar um lugar onde se sentisse nostalgia pelo presente”.
Na REVISTA E/ EXPRESSO, Christiana Martins e Luciana Leiderfarb entrevistam Ana Maria Gonçalves, escritora brasileira, autora de Um Defeito de Cor (Bertrand): “Em literatura, não necessariamente evoluímos ou melhoramos com o tempo. Eu já escrevi o melhor livro da minha vida”.

No WEEKEND/ NEGÓCIOS, Filipa Lino entrevista Martin Desrosiers, autor de A Arte de Não Ter Sempre Razão (Zigurate): “Valorizo um político que admite que está errado, que muda de ideias ou que faz concessões”.
Na VISÃO desta semana, Filipe Luís conversa com Hein de Haas, autor de Como Funciona Realmente a Migração (Temas e Debates, com tradução de Artur Lopes Cardoso): “A agenda da extrema-direita não é a de acabar com a imigração: é a de criar medo e, assim, tornar os imigrantes mais vulneráveis aos abusos, como acontece nos EUA”.

No IDEIAS/ EXPRESSO, Catarina Maldonado Vasconcelos entrevista o historiador Simon Sebag Montefiore a propósito de O Caldeirão: A Formação do Atual Médio Oriente, 1900-2026 (Crítica, com tradução de António Júnior): “Poderá o Hezbollah ter o seu próprio Estado? Poderia”.
*

Na crítica da REVISTA E/ EXPRESSO, Pedro Mexia dá quatro estrelas a Nostalgia, de Mircea Cartarescu (Cavalo de Ferro, com tradução de Corneliu Popa); Ana Bárbara Pedrosa atribui três estrelas a Aqueles Muros Altos, de Leonor Baldaque (Relógio D´Água); e Ricardo Marques tem quatro estrelas para Pai e Filho, de José Gameiro (Clube do Autor). Sem direito a estrelas: Europa em 7 ½ Capítulos, de Timothy Garton Ash (Temas e Debates), e Antissionismo, de Benjamin Moser (Penguin).
No CULTURA.SUL, Paulo Nóbrega Serra dedica duas páginas a Kazuo Ishiguro: “escrever sobre um mundo de outrora e um amanhã”. Os seus livros continuam a surgir no mercado, agora com novas capas, com a chancela da Gradiva.
*
Nas sugestões de leituras:
// no WEEKEND/ NEGÓCIOS, Manuel Falcão recomenda O Anzol, de Asako Yuzuki (Casa das Letras, com tradução de André Pinto Teixeira), Rasputin e a Queda dos Romanov, de Antony Beevor (Bertrand, com tradução de António Costa Santos), e Filhos de Abraão, de Marc David Baer (Temas e Debates, com tradução de Artur Lopes Cardoso);
// na página ao lado, Marco Alves sugere O Mal no Pensamento Moderno, de Susan Neiman (Presença, com tradução de Vítor Matos), A Maça no Escuro, de Clarice Lispector (Companhia das Letras), e Escrever, de Stephen King (Bertrand, com tradução de E. Santos);

// no ÍPSILON, Luís Ricardo Duarte escreve sobre quatro livros recentes, escritos por mulheres: Labor, de Catarina Barros (Companhia das Letras), Sótão, de Madalena Sá Fernandes (Companhia das Letras), Na Casa da Minha Mãe, de Anabela Mota Ribeiro (Quetzal), e No Meu Fim Está o Meu Começo, de Filipa Martins (Quetzal): “Quatro exemplos de como a vida se usa literariamente de modos muito diferentes”.
// no IDEIAS/ EXPRESSO, João Silvestre conta que anda a ler Money Beyond Borders, de Barry Eichengreen.
*

E sugestões de livrarias? A realizadora e argumentista Rita Azevedo Gomes sugere, na VISÃO, uma paragem na “Galileu“, em Cascais. “Caroline Tyssen, a guardiã desse templo livreiro, oferece-nos um espaço carregado de sugestões acumuladas pelas estantes do chão até ao teto.”
*

Também na VISÃO, imperdível o texto de Maria João Martins sobre Lorca: “que razões podem explicar a universalidade e a eternidade deste homem que Espanha ainda não conseguiu sepultar?”
*
Pelos artigos de opinião, esta semana no IDEIAS/ EXPRESSO, Ana Bárbara Pedrosa faz a defesa dos dicionários:
Tenho algumas coleções de dicionários em casa. Não quero saber se são anacrónicos, muito menos quero saber se pouco os abro, ou se me ocupam espaço valioso, ou mesmo que chamem ácaros e pó. Os dicionários têm de fazer parte do ambiente, do quotidiano (…).
*
PELA IMPRENSA DIGITAL
Philippe Jaenada vence Prémio Goncourt com romance “L’Inconnue du quai de Javel” (OBSERVADOR)
*
E AINDA

Cá pela RIL, inaugurámos ontem, com João Luís Barreto Guimarães, a rubrica “8 perguntas a…”. Se não leu, leia… aqui.
*
Bom fim-de-semana!


Deixe uma Resposta