Coisas de que não se pode esquecer por estes dias (não necessariamente por esta ordem): óculos de sol, protetor solar, calções, fato de banho, toalha… e uma entrevista RIL para ler na praia. Hoje com José Gardeazabal.

Todas as entrevistas estão acessíveis a partir daqui.

Amanhã: Ana Cristina Silva.

Sábado: Joaquim Arena.

***

Se pudesse escolher uma ou duas pessoas para lerem o seu livro mais recente, quem seriam?

Para lerem Origami, o meu último romance publicado, e dele me fazerem saber, gostaria de contar com a leitura de uma criança de oito anos, de um profissional de saúde e de uma pessoa boa, não necessariamente por esta ordem.

Como lida com o bloqueio criativo?

Escrevo. Às vezes também leio.

Qual foi o melhor ou o pior conselho de escrita que já recebeu?

Não gosto de depender de medicamentos. Nem sequer de auto medicação. Uso muito pouco.

Quem é a pessoa, ou qual é o lugar ou prática que teve o maior impacto na sua formação como escritor?

A possibilidade de deixar, também por esquecimento, livros a meio. Bons e menos bons. Aos menos bons, quando os reencontro, não os incomodo. Aos bons, tenho o prazer de lhes retomar a leitura.

Há alguma parte da sua rotina de escrita que poderia surpreender os seus leitores?

Um dos canais mais frequentes da minha rotina de escrita é a atenção ao inesperado, ao que, à superfície, não é literatura. O ritmo das notícias do mundo, o texto científico, o ensaio, a arte, a fala dos outros. Gosto. Não procurar, mas ser encontrado pela literatura.

***

José Gardeazabal nasceu em Lisboa.
O seu livro de poesia, história do século vinte, foi distinguido com o Prémio INCM/Vasco Graça Moura.
O seu primeiro romance, Meio Homem Metade Baleia, foi finalista do Prémio Oceanos, e com A Melhor Máquina Viva, seu segundo romance, considerado um dos melhores livros de 2020 pelos jornais Expresso e Público, foi finalista dos prémios Fernando Namora, Correntes d’Escritas e da Sociedade Portuguesa de Autores.
Em 2021, publicou os romances Quarentena – Uma História de Amor, finalista do Prémio Oceanos em 2022, e Quarenta e Três, assim como o volume de poesia Viver Feliz Lá Fora e, em 2022, sai Quando éramos peixes, o segundo volume da Trilogia dos Pares.
Origami é o seu mais recente livro. (via Wook)

*

Deixe uma Resposta

Olá!

Bem-vindo(a) à Revista de Imprensa Literária, uma página dedicada ao que jornais e revistas publicam todos os dias sobre livros, literatura e escritores.

Criada em 2022, a RIL não “copia+cola” artigos inteiros nem “rouba” trabalho intelectual dos jornalistas. Esta página procura apenas servir de farol para conteúdos impressos e digitais que poderão passar despercebidos a quem se interessa por notícias, entrevistas, críticas e novidades literárias.

Além disso, a RIL publica regularmente entrevistas a autores portugueses (com destaque para os inquéritos de Verão), e está a desenvolver um podcast.

Tudo o que encontra neste sítio Web é igualmente distribuído de forma gratuita por e-mail e por Whatsapp (basta contactar-me).

Não hesite em escrever se tiver sugestões, críticas ou simplesmente para me contar o que anda a ler!

Boas leituras.

Nelson Ferreira da Silva