Autor: Nelson Ferreira da Silva
Cristina Carvalho em entrevista à RIL: “Escrevo sempre a ouvir música. Sempre. Ponho uns auscultadores e ligo a música em altíssimo som. Não, não é música clássica. Mas só com um som altíssimo, mesmo, consigo a abstracção total que preciso para me concentrar”
Pedro Almeida Maia em entrevista à RIL: “De vez em quando (agora raramente devido à vida profissional), escrevo dentro do carro, estacionado diante do mar ou da Lagoa das Sete Cidades. Coisas de quem vive na ilha”
Cláudia Lucas Chéu em entrevista à RIL: “Felizmente não sofro de bloqueios criativos. Por vezes as coisas fluem com menos facilidade. Apenas isso”
José Riço Direitinho em entrevista à RIL: “Durante muitos anos escrevia quase sempre com sono, depois corrigia a escrita no dia seguinte bem acordado”
Ana Margarida de Carvalho em entrevista à RIL: “Acolho com muito apreço conceitos como a desorientação ou a divagação, a repetição ou o caos, que como diz Saramago, é uma ordem por decifrar”
Miguel d’Alte em entrevista à RIL: “Todos os dias sento-me a trabalhar e escrevo. Há dias que correm melhor, e em que a escrita flui como um sabonete molhado; noutros, corre pior”
Clara Macedo Cabral em entrevista à RIL: “Tenho de ponderar bem a que assunto vou entregar mais uns quantos anos de vida, antes de pisar aquela antecâmara escura, silenciosa, solitária, da qual não sei nem como nem quando irei emergir”
Mário Rufino em entrevista à RIL: “Raramente escrevo quando estou feliz. Por isso, desejem-me uma obra curta. Como ninguém é sempre feliz, irei continuar a escrever”