Autor: Nelson Ferreira da Silva
Rafael Gallo em entrevista à RIL: “Eu não acredito que exista “bloqueio de escritor” como algo único, uma espécie de mal monolítico. Acredito que há diferentes razões, ou contextos, para que não se consiga avançar na escrita”
José Carlos Barros em entrevista à RIL: “Dois conselhos que fui ouvindo ao longo do tempo: «Não desistas» e «Deixa-te disso». Ainda não sei qual é o conselho bom e o conselho mau.”
Fernando Pinto do Amaral em entrevista à RIL: “É importante resistir às redes sociais, tendo em conta que para me dedicar à escrita afasto propositadamente o telefone e finjo que ele não existe durante o tempo em que estou a escrever”
José Alberto Postiga em entrevista à RIL: “Passei dez anos consecutivos a criar. Agora, é tempo para viver o que não se vive durante os processos criativos. Deixar os dias passarem, sem dramas”
Rosa Alice Branco em entrevista à RIL: “A única utilidade da insónia não deve ser desperdiçada. Já escrevo às escuras, ou com uma pequena lanterna. O problema é, na manhã seguinte, decifrar as garatujas”
Ricardo Figueira em entrevista à RIL: “O melhor remédio é mesmo sentar-me com um caderno e uma caneta, colocar todas as ideias, mesmo de forma caótica, num papel, e depois fazer um esquema dividido por capítulos em que vou organizando essas ideias”
Isabel Rio Novo em entrevista à RIL: “Há um conselho que dou aos meus alunos: nunca se contentarem com a primeira versão e descobrirem o verbo de edição que existe para cada um: pode ser cortar, desenvolver, clarificar, limpar…”
Rui Bondoso em entrevista à RIL: “Faço pausas que podem durar minutos, horas ou dias (não muitos). Melhor, dou a mim mesmo a permissão para me afastar da tarefa, e então caminho, leio e aprecio outras coisas da vida”