
Bom dia,
ESQUEÇAM O ARTIFICIAL, ABRACEM A INTELIGÊNCIA. Francisco José Viegas diz no CORREIO DA MANHÃ que a IA “faz literatura como a Bimby: “É como se alguém tivesse toda a literatura russa do século XIX e a misturasse com Sally Rooney e Knausgaard até conseguir uma mistela que um leitor mediano reconhecerá nos manuais sobre “como ser uma romancista em dez lições respeitando o código civil”.”.
O VELHO MIRONE. No JORNAL DE NOTÍCIAS, Afonso Reis Cabral conta-lhe “o que nós, os velhos vemos quando vemos as obras”.
RESISTE. Ainda pelo JN, Sérgio Almeida escreve sobre “as várias vidas do best-seller de Luís Portela, Ser espiritual (Gradiva), que apesar de ter sido publicado há 13 anos, continua ainda hoje disponível nas livrarias.
O mesmo Sérgio Almeida assina a crítica a Olga salva o mundo, de Rui Zink (Porto Editora): “(…) Tantas vezes desvalorizado pela academia e pela crítica por exagerar ou deformar a realidade, o humor é aqui servido com a sapiência de quem sabe que “castigar os costumes” é, muitas vezes, a melhor via para pensarmos e refletirmos. Sobretudo sem se arrogar às doutas certezas de que enfermam tantos manuais ou teses, supostamente infalíveis. (…)
RECORDAR GIL. No DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Guilherme d´Oliveira Martins lembra o filósofo Fernando Gil: “era enciclopédico”.
Páginas à frente, Helena Tecedeiro conversa com Sónia da Silva, poeta e tradutora, directora do Institut Pierre Werner, no Luxemburgo: “recorda como o gosto pela tradução surgiu aos 15 anos, quando comecei a ter latim. Na altura percebi que, enquanto filha de imigrante, conseguia ter uma ligação valorizante com a minha língua materna, e isso foi um grande júbilo para mim, reencontrar-me com a língua materna através dessa etimologia e assim enaltecer a língua da casa”.
A BELEZA DO MUNDO NUMA SALA. Na SÁBADO, não pode perder a entrevista de Luísa Oliveira a Patrick Bringley, autor de Toda a Beleza do Mundo (Minotauro): “Decidiu que, para fazer o luto da morte do irmão, precisava de estar rodeado de arte e foi trabalhar para o Metropolitan, em Nova Iorque, um dos maiores museus do mundo.”.
Também na SÁBADO, outro livro: Cérebro (des)cansado, de Ana Santos (Planeta): “Pequenos esquecimentos não são normais, nem se devem desvalorizar, em nenhuma fase da vida”.
A SUGESTÃO. Termino como comecei: com Francisco José Viegas. O editor sugere no CM o novo livro de João Céu e Silva, Uma Longa Viagem com Lídia Jorge ( Contraponto): “Inteligente, finíssima, sabendo aguardar o seu tempo, uma memória nada inocente”.
Boas leituras.
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