24 de Março de 2026

Bom dia,

A MORTE. “Seremos para sempre fãs de Hermann: desenhador belga morre aos 87 anos”. É este o título que o JORNAL DE NOTÍCIAS escolheu para anunciar o desaparecimento de Hermann Huppen, autor de lendários Jeremiah, Bernard Prince e Comanche: “deixa um legado impressionante de mais de 100 álbuns em banda desenhada, que são retratos impiedosos da humanidade.”, escreve F. Cleto e Pina; no PÚBLICO, Joana Amaral Cardoso recupera as palavras da direção do Festival de BD de Angoulême em 2016: “Hermann é autor de uma banda desenhada física e intensa, às vezes quase violenta, com um sentido consumado dos ambientes, um talento pouco comum para sugerir os temas, uma energia omnipresente”.

A HOMENAGEM. De regresso ao JN, ficamos a saber que “os escritores Álamo de Oliveira e Evanildo Bechara vão ser homenageados a título póstumo no 41.° Colóquio da Lusofonia, a realizar de 30 de março a 2 de abril em Angra do Heroísmo, nos Açores”.

O MEC TEM SAUDADES… da Internet. De volta ao PÚBLICO: “(…) Tal como os velhos nostálgicos de agora falam do prazer de estar totalmente presente no mundo — porque ninguém tinha telemóveis e prestar atenção ao que nos rodeava era a única distracção possível —, também as gerações digitais de agora vão chatear os filhos e netos, permanentemente mergulhados nas Intronets deles próprios, dizendo que, no tempo deles, as pessoas queriam saber o que as outras pessoas estavam a fazer, queriam partilhar coisas, procuravam os likes alheios e ficavam muito tristes se alguém dissesse que eram estúpidos. (…)”.

O PORTAL. Para o DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Carla Alves Ribeiro entrevista José Augusto Bernardes, comissário-geral da estrutura de missão para as comemorações dos 500 anos de Camões. O mote? O Portal Camões Lab: ” Os jovens investigadores (o camonismo necessita muito de renovação e aprofundamento) podem passar a aceder a materiais que antes se encontravam dispersos ou não tinham a indispensável certificação de fiabilidade.”.

HERZOG. Ainda no DN, João Lopes faz a crítica a O Futuro da Verdade, do cineasta Werner Herzog (Livros Zigurate, com tradução de Mário Prado Coelho): “O cineasta de Fitzcarraldo continua a ser um explorador deste mundo fascinante e assustador em que tudo passa pela Internet: é um livrinho tão breve quanto sedutor sobre como viver (e sobreviver) no “admirável mundo em rede”.”.

A SUGESTÃO. No CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas sugere À Flor da Língua, de Gregório Duvivier (Edições tinta-da-china): “Ele não é apenas o ator e “o tipo da TV” – é o bom cronista. A defesa da misturança linguística é apenas uma das suas deixas”.

GUIA LEITURAS. E porque hoje é terça-feira, o PÚBLICO tem propostas de livros: Horas Azuis, de Bruna Dantas Lobato (Companhia das Letras); Uma História da Literatura Portuguesa, de Fernando Pessoa (Penguin); Uma Segunda-feira com Sabor a Matcha, de Michiko Aoyama (Lua de Papel, com tradução de André Pinto Teixeira); A Península das Casas Vazias, de David Uclés (Dom Quixote, com tradução de J. Teixeira de Aguilar); A Química das Emoções — Uma Viagem Molecular Pelo Que Sentimos, de Nuno Maulide (Planeta); e As Razões da História:
Crónicas Romanceadas de Uma Terra Nova
, de Salvato Teles de Menezes (Editorial Caminho), que será apresentado no próximo dia 30 de Março, pelas 18h30, no El Corte Inglês, em Lisboa.

Boas leituras.

*

Deixe um comentário