
Bom dia,
A MORTE. “Seremos para sempre fãs de Hermann: desenhador belga morre aos 87 anos”. É este o título que o JORNAL DE NOTÍCIAS escolheu para anunciar o desaparecimento de Hermann Huppen, autor de lendários Jeremiah, Bernard Prince e Comanche: “deixa um legado impressionante de mais de 100 álbuns em banda desenhada, que são retratos impiedosos da humanidade.”, escreve F. Cleto e Pina; no PÚBLICO, Joana Amaral Cardoso recupera as palavras da direção do Festival de BD de Angoulême em 2016: “Hermann é autor de uma banda desenhada física e intensa, às vezes quase violenta, com um sentido consumado dos ambientes, um talento pouco comum para sugerir os temas, uma energia omnipresente”.
A HOMENAGEM. De regresso ao JN, ficamos a saber que “os escritores Álamo de Oliveira e Evanildo Bechara vão ser homenageados a título póstumo no 41.° Colóquio da Lusofonia, a realizar de 30 de março a 2 de abril em Angra do Heroísmo, nos Açores”.
O MEC TEM SAUDADES… da Internet. De volta ao PÚBLICO: “(…) Tal como os velhos nostálgicos de agora falam do prazer de estar totalmente presente no mundo — porque ninguém tinha telemóveis e prestar atenção ao que nos rodeava era a única distracção possível —, também as gerações digitais de agora vão chatear os filhos e netos, permanentemente mergulhados nas Intronets deles próprios, dizendo que, no tempo deles, as pessoas queriam saber o que as outras pessoas estavam a fazer, queriam partilhar coisas, procuravam os likes alheios e ficavam muito tristes se alguém dissesse que eram estúpidos. (…)”.
O PORTAL. Para o DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Carla Alves Ribeiro entrevista José Augusto Bernardes, comissário-geral da estrutura de missão para as comemorações dos 500 anos de Camões. O mote? O Portal Camões Lab: ” Os jovens investigadores (o camonismo necessita muito de renovação e aprofundamento) podem passar a aceder a materiais que antes se encontravam dispersos ou não tinham a indispensável certificação de fiabilidade.”.
HERZOG. Ainda no DN, João Lopes faz a crítica a O Futuro da Verdade, do cineasta Werner Herzog (Livros Zigurate, com tradução de Mário Prado Coelho): “O cineasta de Fitzcarraldo continua a ser um explorador deste mundo fascinante e assustador em que tudo passa pela Internet: é um livrinho tão breve quanto sedutor sobre como viver (e sobreviver) no “admirável mundo em rede”.”.
A SUGESTÃO. No CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas sugere À Flor da Língua, de Gregório Duvivier (Edições tinta-da-china): “Ele não é apenas o ator e “o tipo da TV” – é o bom cronista. A defesa da misturança linguística é apenas uma das suas deixas”.
GUIA LEITURAS. E porque hoje é terça-feira, o PÚBLICO tem propostas de livros: Horas Azuis, de Bruna Dantas Lobato (Companhia das Letras); Uma História da Literatura Portuguesa, de Fernando Pessoa (Penguin); Uma Segunda-feira com Sabor a Matcha, de Michiko Aoyama (Lua de Papel, com tradução de André Pinto Teixeira); A Península das Casas Vazias, de David Uclés (Dom Quixote, com tradução de J. Teixeira de Aguilar); A Química das Emoções — Uma Viagem Molecular Pelo Que Sentimos, de Nuno Maulide (Planeta); e As Razões da História:
Crónicas Romanceadas de Uma Terra Nova, de Salvato Teles de Menezes (Editorial Caminho), que será apresentado no próximo dia 30 de Março, pelas 18h30, no El Corte Inglês, em Lisboa.
Boas leituras.
*