
Bom dia, feliz Dia Mundial da Poesia…
…que é precisamente por aqui que começamos: lê-se no CORREIO DA MANHÃ que a Feira do Livro de Poesia tem hoje início e decorre até domingo no Jardim da Parada, em Lisboa. O evento inclui apresentação de livros, oficinas, cinema, visitas guiadas e sessões de leituras.
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“Um poeta que tem estado na clandestinidade”. É assim que se define José Carlos Vasconcelos em entrevista a Filipa Lino para o WEEKEND/ NEGÓCIOS. O antigo diretor do Jornal de Letras diz que está a fazer “uma espécie de luto” do JL. A pausa permitou-lhe ir buscar ao baú poemas que escreveu ao longo de décadas, agora reunidos em Os Sete Sentidos e Outros Lugares (Dom Quixote).
OUTRO AUTOR. “A poesia, por vezes, exige que olhemos para a língua como se ela já tivesse morrido”, diz Miguel Cardoso, o poeta de Passageiros (Cutelo). Luís Ricardo Duarte, que dá quatro estrelas ao livro, conversou com escritor para o ÍPSILON.
A ENTREVISTA. Também no ÍPSILON, não perca a entrevista de Cláudia Carvalho Silva à neurologista francesa Servane Mouton, autora de Ecrãs, um desastre sanitário (Guerra e Paz Editores, com tradução de Miguel Graça Moura): “A má utilização dos ecrãs vem ameaçar a qualidade da linguagem. Isso põe em causa a nossa humanidade”.
A CRÍTICA. Na REVISTA E/ EXPRESSO, José Mário Silva dá cinco estrelas a Tudo na natureza apenas continua, de Yiyun Li (Alfaguara Portugal, com tradução de Alda Rodrigues); Pedro Mexia atribui quatro estrelas a A Cortina, de Milan Kundera (Dom Quixote, com tradução de Pedro Sousa Pires); Ana Bárbara Pedrosa tem quatro estrelas para Susan Sontag: a entrevista completa da Rolling Stone, de Jonathan Cott (Quetzal Editores, com tradução de José Lima); cinco estrelas de Luís M. Faria para Na Cozinha do Kremlin, de Witold Szablowski (Livros Zigurate, com tradução de Teresa Fernandes Swiatkiewicz); e quatro de Paulo Nóbrega Serra para O Vento que arrasa, de Selva Almada (Dom Quixote, com tradução de Cristina Rodriguez e Artur Guerra); sm direito a estrelas: Como caminhar num pântano, de Marta Pais Oliveira (Gradiva), e Postes de Luz para cães vadios, de Raquel Nobre Guerra (Edições tinta-da-china); no ÍPSILON, Isabel Lucas dá quatro estrelas a Nas Palavras Dela, de Alba de Céspedes (Alfaguara Portugal, com tradução de Ana Cláudia Santos).
A OPINIÃO. No IDEIAS/ EXPRESSO, Rodrigo Guedes de Carvalho lembra uma professora de Português para escrever sobre a importância da língua, a pátria: “(…) Causa-me particular espanto que poucos percebam que uma pobreza e linguagem, permitida e espalhada desde cedo, é a raiz mais funda da ignorância, o mais potente motor do ódio. Não se pode pedir discernimento a um povo que não lê, não estuda e não compara (…)”.
AS SUGESTÕES. No CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas recomenda Os Retornados, de Morgane Delaunay (Edições 70); no WEEKEND/ NEGÓCIOS, Manuel Falcão sugere Jesus e o Império Romano, de James Lacey (Bertrand Editora, com tradução de Miguel Castro Mata); no mesmo periódico, Marco Alves escreve esta semana sobre O Sétimo Homem e outros Contos, de Haruki Murakami (Casa das Letras); no IDEIAS/ EXPRESSO, Luciana Leiderfarb anda a ler Fahrenheit 451, de Ray Bradbury (Cavalo de Ferro), O Ramo de Ouro: Um Estudo sobre Magia e Religião, de James George Frazer (Guerra e Paz Editores, com tradução de Maria Ferro), Guerras, Mentiras e Direito Internacional, de Francisco Pereira Coutinho (Livros Zigurate), e Física Espiritual, de Rui Lage (Assírio & Alvim).
BREVES. Via JORNAL DE NOTÍCIAS ficamos a saber que o Festival LeV – Literatura em Viagem realiza-se em Matosinhos de 10 a 19 de Abril. Gonçalo M. Tavares, Mia Couto, Yrsa Sigurðardóttir, Jung Chang, Tatiana Salem Levy, Miguel Carvalho, Valter Hugo Mãe e Peter Frankopan são nomes já confirmados.
Boas leituras.
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