
Bom dia,
Vale a pena começar o dia a citar Francisco José Viegas a citar Raquel Nobre Guerra no CORREIO DA MANHÃ: “Eduquem as vossas crianças para a alegria / anunciem a primavera, a revelação torna-a mais bela / abram-se decotados em flor, poetas em guerra.”. Está em Postes de Luz para Cães Vadios (Edições tinta-da-china).
Outra citação, mas de Capicua, no JORNAL DE NOTÍCIAS. Começa assim a crónica desta semana: “Não sei se já repararam, mas depois da moda de começar as frases à Tarzan com verbos no infinitivo – “Cumprimentar os presentes. Dizer que me sinto muito honrada por estar aqui hoje. Agradecer o convite à organização do evento” – estamos perante uma epidemia de “colocar”. Já ninguém quer dizer “pôr”, “inserir”, “meter”, “dispor”, agora usa-se “colocar” para tudo, como se fosse a opção mais refinada, numa uniformização de várias ações diferentes sob o guarda-chuva desse verbo insípido. Uma pena”.
No Guia Leituras, do PÚBLICO, sete propostas: O Sobrinho de Wittgenstein – uma amizade, de Thomas Bernhard (Documenta, com tradução de José A. Palma); O Terceiro Reino, de Karl Ove Knausgård (Relógio D’Água, com tradução de João Reis); O Tango de Satanás, de László Krasznahorkai (Cavalo de Ferro, com tradução de Ernesto Rodrigues); Entra-se na Casa pelo Pátio, de Carla Louro (Dom Quixote); Isola, de Allegra Goodman (Asa, com tradução de Elsa T. S. Vieira); À Flor da Língua, de Gregorio Duvivier (Edições tinta-da-china); e O Ônibus Autocarro, de Jorge Adelar Finatto e Luís Afonso (Abysmo), que será lançado na quinta-feira, às 18 horas, na Casa da Imprensa, em Lisboa.
Outro lançamento, mas via JN: acontece hoje a apresentação de Uma longa viagem com Lídia Jorge, de João Céu e Silva (Contraponto). Encontro marcado para as 18.30 horas, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa.
Boas leituras.
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