13 de Março de 2026

Bom dia,

O BOM MALANDRO. Os jornais desta sexta-feira destacam a morte de Mário Zambujal, aos 90 anos. No CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas escreve que “Se alguma vez me ocorresse pensar em ser do Benfica (que Deus me guarde), teria sido por causa das falinhas do Mário Zambujal – e para poder ir com ele à bola. O Mário foi de uma época em que havia redações estapafúrdias, sofisticadas, malandras e onde se sabia escrever.”; no JORNAL DE NOTÍCIAS, Catarina Ferreira diz que Zambujal foi “o mais elegante dos bons malandros”; no DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Vítor Moita Cordeiro realça “o homem bom que gostaria de ser lembrado com uma gargalhada”; no PÚBLICO, Luís Ricardo Duarte: “Jornalista, escritor, malandro e desalinhado”.

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A ENTREVISTA I. Esta semana, no WEEKEND/ NEGÓCIOS, Lúcia Crespo conversa com Itamar Vieira Junior, a propósito do seu mais recente romance Coração sem medo (Dom Quixote): “Quando escrevo, estou a devolver aquilo que me foi arrancado”.

A ENTREVISTA II. Elói Figueiredo é co-autor do livro A Ciência descobre, a engenharia cria (Gradiva Publicações) e dá hoje uma entrevista a Carlos Ferro, que pode ser lida no DIÁRIO DE NOTÍCIAS: “Sistema de controlo de cheias no baixo Mondego tem de ser repensado”.

A ENTREVISTA III. Na VISÃO, que saiu ontem, entrevista de Rui Tavares Guedes aos historiados Sören Urbansky e Martin Wagner, autores de Vizinhos Distantes – Uma Breve História das Relações entre a China e a Rússia (Temas e Debates): “Mesmo que ocorra uma mudança de regime em Teerão, fazendo com que Pequim e Moscovo percam um parceiro importante, a China e a Rússia poderiam, paradoxalmente, sair beneficiadas, com a erosão do direito internacional, das divisões no seio da NATO”.

AS CRÍTICAS. No ÍPSILON, Isabel Lucas dá quatro estrelas a A Ilha de Arturo, de Elsa Morante (Relógio D’Água, com tradução de Hermes Serrão); na REVISTA E/ EXPRESSO, Luís M. Faria atribui quatro estrelas a Máfia – Uma história global, de Ryan Gingeras (Casa das Letras, com tradução de Ana Saragoça); também quatro de José Mário Silva para O lugar da incerteza, de Patrícia Reis (Companhia das Letras); outras quatro de Ana Bárbara Pedrosa para A Educação Física, de Rosario Villajos (Dom Quixote, com tradução de Rui Elias); e, para não destoar, também quatro estrelas tem Pedro Mexia para Se alguém tiver de ser depois, de Juana Bignozzi ((não) edições, com tradução de Mariano Tomsovic Ribeiro). Sem direito a estrelas: Nas palavras dela, de Alba de Céspedes (Alfaguara, com tradução de Ana Cláudia Santos), e A Luz das Trevas, de Bertolt Brecht (Companhia das Ilhas, com tradução de João Barrento).

AS SUGESTÕES. No CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas recomenda A Vida Secreta de Úrsula Bas, de Arantza Portable (Dom Quixote); no WEEKEND/ NEGÓCIOS, Manuel Falcão sugere A Vida de Lazarillo de Tormes, anónimo (Quetzal Editores, com tradução de Margarida Amado Acosta); no IDEIAS/ EXPRESSO, João Miguel Salvador diz-nos que anda a ler Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie (Dom Quixote).

MAIS LIVROS. Na última página do WEEKEND/ NEGÓCIOS, Marco Alves olha para Portugal e o Ocidente, de Tom Gallagher (Dom Quixote): “Desta obra, sai-se com uma sensação favorável em relação a Salazar por ter colocado Portugal fora da II Guerra Mundial. Também não será alheio o facto de o autor ser particularmente manso a caracterizar Salazar e o seu regime.”;

LIVROS QUE DÃO FILMES. Para o ÍPSILON, Vasco Câmara falou com François Ozon sobre a adaptação ao cinema de O Estrangeiro, de Albert Camus: “O Estrangeiro é menos uma adaptação do livro de Camus do que uma conversa à volta do livro de Camus. É o que corrobora nesta entrevista o realizador. No século XXI, segundo ele, não se pode filmar como se filmaria no século XX, em 1942, por exemplo, quando o livro foi publicado — nem também, então, como em 1967, quando Luchino Visconti filmou a sua adaptação com Marcello Mastroianni no papel principal.”. Páginas à frente, Mário Santos faz a crítica ao livro num artigo intitulado “Um romance sem literatura”.

RECUPERAR GIL. Ainda pelo ÍPSILON, fique a saber que os livros de Fernando Gil vão ser reeditados, agora que passam vinte anos sobre a sua morte; no IDEIAS/ EXPRESSO, Maria Filomena Molder visita o legado do filósofo em “A vida não é um facto, é um bem”.

A BREVE: “Eduardo Lourenço: reedições chegam este mês às livrarias” (JN).

AINDA (E SEMPRE) LOBO ANTUNES. Não perca as memórias de Luís Castro Mendes, Arnaldo Saraiva, Sara Belo Luís e João Luís Barreto Guimarães na VISÃO desta semana; o texto de António Guerreiro no ÍPSILON; e o artigo de Jorge Reis-Sá na REVISTA E/ EXPRESSO.

Boas leituras.

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