20 de Fevereiro de 2026

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Bom dia, boa sexta-feira.

VILA-MATAS. Para ler no ÍPSILON, a entrevista de Isabel Lucas ao escritor espanhol, de regresso com Cânone de Câmara Escura (Dom Quixote, com tradução de J. Teixeira de Aguilar): “Ninguém quer dizer que fracassou. Mas eu não tenho medo disso”. No CORREIO DA MANHÃ, Francisco José Viegas diz que este é “um romance fortíssimo sobre o poder dos livros”. No WEEKEND/ NEGÓCIOS, Manuel Falcão acrescenta: “é uma obra sobre a paixão pela literatura, sobre o papel que ela tem na transmissão de ideias e sobre o sentido da própria escrita.”. Já Pedro Mexia tem entendimento diferente e dá duas estrelas ao livro no espaço de crítica da REVISTA E/ EXPRESSO: “A literatura sobre literatura é um subgénero infinitamente elástico. Mas até o infinito tem limites”.

DE ESPANHA PARA A COLÔMBIA. Lúcia Crespo esteve à conversa com Héctor Abad Faciolince, autor de Somos o Esquecimento que Seremos, e que tem agora num novo livro: A Nossa Hora (Alfaguara, com tradução de Margarida Amado Acosta). Uma citação: “Creio que, de algum modo, recorremos à arte – isto é, à beleza, à verdade, à comoção – por um lado para compreender melhor o que está a acontecer, para entender melhor a realidade, mas também para nos afastarmos dessa realidade imediata.”. A entrevista pode ser lida na edição de fim-de-semana da WEEKEND/ NEGÓCIOS.

UMA ESTREIA. O primeiro romance de Ângelo Delgado questiona o racismo em Portugal. Foi o Preto (Oficina do Livro) é um livro que incomoda, escreve António Rodrigues no ÍPSILON.

LÍNGUA. Autor de Latim em Pó (Cultura), o brasileiro Caetano W. Galindo dá uma entrevista à REVISTA E/ EXPRESSO: “Não foi fácil fazer o Brasil falar português”. As perguntas são de Christiana Martins e Luciana Leiderfarb.

PEREC. João Lopes assina uma crítica no DIÁRIO DE NOTÍCIAS a Um Homem que Dorme, de George Perec (Antígona – Editores Refractários, com tradução de Luís Leitão): “permite-nos continuar a redescobrir esse escritor singular – para reavaliarmos os equívocos do consumo.”.

A CRÍTICA NA REVISTA E/ EXPRESSO. José Mário Silva dá cinco estrelas a Um punhado de flechas, de María Gainza (Dom Quixote, com tradução de Helena Pitta); quatro estrelas de Luís M. Faria para Impensável, de Helen Thomson (Temas e Debates, com tradução de Artur Lopes Cardoso); três estrelas de Ana Bárbara Pedrosa para Animais difíceis, de Rosa Montero (Porto Editora, com tradução de Helena Pitta); Sara Figueiredo Costa tem quatro estrelas para dar a Blast, de Manu Larcenet (Ala dos Livros, com tradução de Maria José Magalhães Pereira); sem direito a estrelas: Os Lusíadas para Gente Nova, de Vasco Graça-Moura (Gradiva Publicações), e Travessias, de Djamila Ribeiro (Editorial Caminho).

BACK TO BASICS. É tempo de voltar a escrever à mão, diz-nos Joana Magalhães na REVISTA E/ EXPRESSO. “Num mundo saturado de ecrãs, o papel resiste. Agenas e cadernos de marcas portuguesas conquistam quem procura parar, planear e escrever. O objetivo é fazê-lo sem pressa, sem distrações, mas com intenção.”

GENTE POUCO RECOMENDÁVEL. Esta semana, Marco Alves escreve na WEEKEND/ NEGÓCIOS sobre Máfia – uma história global, de Ryan Gingeras (Casa das Letras): “A longa relação das máfias com os estados, os políticos e os governos é aliás um dos grandes tópicos do livro. Ryan Gingeras traz ao leitor este contexto histórico, incluindo a forma como estas máfias se implantaram nos Estados Unidos após as colossais massas de imigrantes.”.

A EFEMÉRIDE. O Diário da República está a comemorar 50 anos e Filipa Lino escreve sobre o periódico na WEEKEND/ NEGÓCIOS.

O QUE ANDA A LER... Rui Gustavo, jornalista do EXPRESSO: Livre – Como me tornei adulta no fim da História, de Lea Ypi (Casa das Letras).

Boas leituras.

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