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Na SÁBADO:
“Como a LeYa não quis livro sobre o Chega”. Texto de Marco Alves sobre a recusa do grupo editoral em publicar Por Dentro do Chega, de Miguel Carvalho (Penguin).
A crónica desta semana de Gonçalo M. Tavares tem este título: “Segura vai a democracia para a fonte”.
“Afinal, Hamnet não era mesmo só hype”. Crítica de Nuno Miguel Guedes.
Na secção de Livros, duas páginas de Ana Marques sobre Foi o Preto, de Ângelo Delgado (Oficina do Livro).
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No JORNAL DE NOTÍCIAS:
No artigo de opinião desta semana, Afonso Reis Cabral escreve sobre Leni Riefenstahl a partir do documentário de Andres Veiel: “(…) Desde o fim do Terceiro Reich, Leni Riefenstahl passou o resto da vida a defender-se com duas teses inconciliáveis: a de que, sem qualquer experiência política, ingenuamente emprestou a sua arte a um regime que não compreendia na totalidade – mais do que isso, cujos horrores nunca poderia prever; e a de que, apesar de tudo, a genialidade dos filmes que realizou para Hitler, sobretudo o “Triunfo da vontade”, é uma espécie de paraíso perdido ao qual poderia voltar sem mancha de pecado. (…)”
“As obras de requalificação e ampliação da ala de S. Lázaro, na Biblioteca Municipal do Porto, deverão arrancar no início do verão deste ano.”
Sérgio Almeida faz a crítica a O poeta disfarçado, de José da Cruz Santos, livro de entrevistas editado pela Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto: “(…) A poucos meses de completar 90 anos, ainda em plena atividade na livraria e editora Modo de Ler, o rosto da edição humanista numa era em que a despersonalização parece ter vindo para ficar, partilha neste livro episódios marcantes da sua atividade. (…)”
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No DIÁRIO DE NOTÍCIAS:
“Elogio do silêncio e dos livros” é o título do texto de João Lopes a propósito de Susan Sontag – A Entrevista Completa da Rolling Stone, de Jonathan Cott (Quetzal Editores, com tradução de José Lima): “(…) A dimensão confessional não será estranha ao facto de Sontag e Cott se conhecerem há muito tempo. Ele mesmo o recorda no prefácio: “Conheci Susan Sontag no início da década de 1960, quando ela dava aulas, e eu estudava, na Universidade Columbia.” Ainda assim, o que faz com que a primeira parte da entrevista possua uma especial componente introspetiva, com o seu quê de didático, está longe de ser estranho ao facto de a escrita de Sontag estar a passar por um período de reconversão em tudo e por tudo ligado à sua saúde. (…)”
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No CORREIO DA MANHÃ:
“Hamnet chega às salas para arrebatar”.
Francisco José Viegas sugere A Condição Humana, de Hannah Arendt (Relógio D’Água, com tradução de Roberto Raposo): “(…) trata de receios da época (a perda de privacidade, a tecnologia, o poder da política). Que são os de hoje.”.
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Boas leituras.
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