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No PÚBLICO:
Miguel Esteves Cardoso tem “a impressão” de que já não gosta de Seamus Heaney: “(…) Heaney deixou-se viciar pelo excesso de trabalho, pela aparência mecânica da perfeição poética, como quem admira um bordado pelas horas de trabalho e de cegueira de que precisou para se fazer. (…)”.
O Guia Leituras desta semana dá-nos seis livros: A consciência contada por um sapiens a um neandertal, de Juan José Millás e Juan Luis Arsuaga (Presença, com tradução de Maria Ferro); A Inteligência Artificial de A a Z, de Carlos Fiolhais (Gradiva); Ignorância e Felicidade – sobre querer não saber, de Mark Lilla (Edições 70, com tradução de Ricardo Mangerona); Foi o Preto, de Ângelo Delgado (Oficina do Livro); Coração sem medo, de Itamar Vieira Junior (Dom Quixote); e O Tribunal dos Poderosos, de António José Vilela (Casa das Letras).
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No JORNAL DE NOTÍCIAS:
“Poemas eróticos de António Botto, escritos nos anos 1950, e guardados na Biblioteca Nacional, são hoje editados pela primeira vez. Intitulado Caderno proibido, o novo livro de poemas homoeróticos é ambientado no Rio de Janeiro, onde o autor vivia e onde morreu atropelado. Com edição da Guerra e Paz, a obra foi organizada e prefaciada por Victor Correia.”
“Né Barros lança hoje um livro de ensaios sobre dança e filosofia, desde sempre as suas áreas de trabalho. Coreografias será apresentado às 17 horas na Livraria Trama, no Porto. No local haverá também uma conversa entre a autora e a convidada Susana Camanho, num encontro que cruza dança, pensamento e escrita.”
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No DIÁRIO DE NOTÍCIAS:
Amanda Lima entrevista António José Vilela, autor de O Tribunal dos Poderosos (Casa das Letras): “Os juízes têm de estar nos tribunais, não em funções do Governo”;
Carla Alves Ribeiro escreve sobre arte a partir do livro Quando Saímos à Rua, Que Lugar Queremos Encontrar? – Arte em espaço público e placemaking, com coordenação de Bruno Costa e Daniel Vilar (Bússola).
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No CORREIO DA MANHÃ:
Esta terça-feira, Francisco José Viegas sugere O Pátio Maldito, de Ivo Andric (Cavalo de Ferro).
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Boas leituras.
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