23 de Janeiro de 2026

Bom dia, boa sexta-feira.

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No IPSILON:

Vasco Câmara critica Orwell: 2+2=5, documentário de Raoul Peck: “o autoritarismo é mostrado como uma teia de aranha que envolve. Entre o biopic e o filme de agitação, a urgência: a democracia não pode capitular, é preciso insistir, explicar, formar que 2+2=4.”. Depois, Isabel Lucas escreve que “Raoul Peck Orwell no tempo da mentira normalizada”.

Isabel Coutinho esteve à conversa com Gabriela Wiener, autora de Sexografias (Antígona – Editores Refractários, com tradução de Guilherme Pires).

Helena Vasconcelos tem cinco estrelas para Partida, de Julian Barnes (Quetzal, com tradução de Salvato Teles de Menezes): “(…)  Como o próprio afirma, à maneira de Montaigne, a intimidade com a morte tem estado tão presente na sua vida (e na sua obra) que se tornou numa companheira constante. Nos intervalos, decidiu viver. E, agora, resta-lhe abandonar a escrita de romances, não sem insistir, com garbo e ironia, no relato da sua história de homem branco, heterossexual, viúvo, bem-sucedido, à beira dos 80 anos, testemunha do desaparecimento da mulher e de amigos próximos, como Martin Amis e Christopher Hitchens. (…)”

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Na REVISTA E/ EXPRESSO:

José Mário Silva dá cinco estrelas a O Fim dos Estados Unidos da América, de Gonçalo M. Tavares (Relógio d´Água): “(…) Estamos longe da prosódia elevada de Camões, sempre aspirando ao sublime. Aqui, pelo contrário, cabe tudo: termos banais e o calão, a coloquialidade mais chã e o prosaísmo mais cru, ao lado de tiradas líricas ou filosóficas – tudo ao serviço de um mesmo ritmo, de uma cadência arrancada ao real.”.

Mais crítica: Carlos Leone dá quatro estrelas a Tecnofeudalismo ou o fim do capitalismo, de Yanis Varoufakis (Objectiva, com tradução de Gonçalo Neves); quatro estrelas de Pedro Mexia para Desordem e primeira paixão, de Thomas Mann (Livros do Brasil, com tradução de José Lobes Antunes); outras quatro de Luís M. Faria para Melancolia de Classe, de Chynthia Cruz (Zigurate, com tradução de Maria do Carmo Figueira); por fim, Sara Figueiredo Costa atribui quatro estrelas a A Universidade de Rebibbia, de Goliarda Sapienza (Antígona, com tradução de Manuela Gomes). Sem direito a estrelas: O Lugar da Incerteza, de Patrícia Reis (Companhia das Letras), e Física Espiritual, de Rui Lage (Assírio & Alvim).

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No CORREIO DA MANHÃ:

Na crónica de hoje, Francisco José Viegas escreve sobre Julian Barnes, “um dos maiores escritores ingleses do nosso tempo”. Na segunda parte do artigo, o editor sugere o novo livro de Alessandro Vanoli: A Invenção do Ocidente. Portugal, Espanha e o Nascimento de Uma Cultura (Edições 70).

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No WEEKEND/ JORNAL DE NEGÓCIOS:

Esta semana, Manuel Falcão recomenda Susan Sontag – A Entrevista Completa da Rolling Stone, de Jonathan Cott (Quetzal): “(…) É uma excelente forma de conhecer o pensamento de uma das figuras mais importantes da cultura contemporânea. (…)”.

Na última página, Marco Alves escreve sobre Gente Pouco Recomendável – Uma história real sobre poder, ganância e idealismo perdido, de Sarah Wynn-Williams (Presença).

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No JORNAL DE NOTÍCIAS:

“Antologia poética de Rosa Alice Branco, editada pela Assírio & Alvim, O mapa dos amores incompletos é apresentado amanhã, às 17 horas, na Casa Comum, no edifício da Reitoria da Universidade do Porto. O livro cobre quatro décadas de atividade literária da poetisa nascida em Aveiro e inclui ainda nove poemas inéditos. A entrada é livre.”

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Na SÁBADO:

Sónia Bento escreve sobre Consumo obrigatório, de Virgílio Castelo (Guerra & Paz): “Das discussões políticas aos momentos de sexo, drogas e rock n’roll, das diretas ao encontro com a atual mulher no Lux, o ator revela as memórias vividas em espaços emblemáticos.”;

Scott Adams morreu, viva Dilbert – a Mafalda dos escritórios” é o título da crónica desta semana de Gonçalo M. Tavares;

Livros para 2026: Cânone da Câmara Escura, de Enrique Vila-Matas (Dom Quixote); O Tango de Satanás, de László Krasznahorkai (Cavalo de Ferro); Coração Sem Medo, de Itamar Vieira Junior (Dom Quixote); A Segunda Volta – 1986 – As Eleições que Mudaram o País, de João Reis Alves (Contraponto); Antes que a Luz se Apague, de Lara Moreno (Alfaguara, com tradução de Margarida Amado Acosta); Submundo, de Don DeLillo (Relógio d’Água); Morir en la Arena, de Leonardo Padura (Porto Editora); Olga Salva o Mundo, de Rui Zink (Porto Editora); Refém, de Eli Sharabi (Guerra e Paz); Empire of AI, de Karen Hao (Relógio d’Água); Carne, de David Szalay (Relógio d’Água); O Lugar da Incerteza, de Patrícia Reis (Companhia das Letras).

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Boas leituras.

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