26 de Setembro de 2025

Bom dia, anime-se: é sexta-feira e estes são os destaques da imprensa de hoje no que diz respeito a livros e coisas assim.

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O ELOGIO À MÁQUINA DE ESCREVER

(…) A grande vantagem da máquina de escrever — e da caneta — é que não guarda nada. Obriga-nos a exteriorizar a nossa produção, passando-a para o papel. Assim mantém-se levezinha. O papel está encadernado, ou em caixotes, sempre à espera de ser consultado ou incinerado. Se já não presta, a culpa não é da máquina. A máquina conseguiu manter a autonomia: desresponsabilizou-se. Talvez por isso é que as máquinas de escrever, apesar de abandonadas há 40 anos, continuam a escrever tão bem como no último dia em que foram usadas. (…)

Miguel Esteves Cardoso || PÚBLICO

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A ENTREVISTA

// Jorge Andrade conversou com Rafaela Ferraz, autora de Portugal de Morte a Sul (Quetzal): “Não penso muito na morte. Já nos mortos, penso bastante”. || DIÁRIO DE NOTÍCIAS

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AS CRÍTICAS

// Isabel Lucas tem cinco estrelas para O que faço eu aqui?, de Bruce Chatwin (Quetzal, com tradução de José Luís Luna): “Foi um permanente estrangeiro atento ao detalhe e ao fragmento enquanto modo de narrar o mundo. Escusou-se ao exotismo e saiu de cena com este livro, tão errante quanto ele.” || IPSILON

// Três estrelas e meia para Trabalho de Uma Vida, de Rachel Cusk (Relógio D’Água, com tradução de Maria De Fátima Carmo). Crítica de Isabel Lucas || IPSILON

// Luís Miguel Oliveira dá uma estrela para Encontros Imediatíssimos com Hollywood, de Rui Pedro Tendinha (Manuscrito): “Desaparecendo a voz do entrevistado, desaparecem o dueto e o significado — fica o jornalista como notícia.” || IPSILON

// José Mário Silva dá duas estrelas a O segredo dos segredos, de Dan Brown (Planeta, com tradução de Tânia Ganho): “O mesmo, mas em Praga” é o título da crítica || REVISTA E/ EXPRESSO

// Luís M. Faria tem cinco estrelas para A minha vida, de Lev Trótsky (Edições 70, com tradução de Margarida Cabral Fernandes) || REVISTA E/ EXPRESSO

// Pedro Mexia é menos generoso e dá três estrelas a O Homem entre as focas seguido de Dentro do Frio, de Denis Johnson (Cutelo, com tradução de Manuel Alberto Vieira) || REVISTA E/ EXPRESSO

// Por fim, quatro estrelas de Sara Figueiredo Costa para A Estação, de Robert Byron (Edições tinta-da-china, com tradução de Raquel Mouta) || REVISTA E/ EXPRESSO

// Sem direito a estrelas: Meu abrigo, minha tempestade, de Arundhati Roy (Asa Editora, com tradução de Ana Marta Caio); e Construtoras de Impérios, com coordenação de Amélia Polónia (Temas e Debates) || REVISTA E/ EXPRESSO

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UMA REPORTAGEM

// “A BD portuguesa mais aventureira vive. Em livros, em publicações menos óbvias, nos fanzines. Nas feiras e nos encontros de autores e editoras. Mas sobretudo nas obras que espelham preocupações, ideias, desejos, formas de ver e fazer que não obedecem a cânones petrificados. O Ípsilon conversou com nove artistas para compor um retrato que sobrevoa campos artísticos, gerações e geografias”. O texto é de José Marmeleira. || IPSILON

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AS SUGESTÕES

// Francisco José Viegas diz que “Byung-Chul Han estabelece em Conversas Sobre Deus uma espécie de leitura do invisível, da bondade, da beleza e da plenitude. Como seria o mundo.” || CORREIO DA MANHÃ

// Manuel Falcão recomenda Estado Novo – da autarcia à internacionalização da economia” || WEEKEND/ NEGÓCIOS

// Isabel Vicente anda a ler O livro branco (Dom Quixote, com tradução de Maria do Carmo Figueira) e Despedidas Impossíveis (Dom Quixote), ambos de Han Kang, e O Papalagui – Discursos de Tuiavii Chefe de Tribo de Tiavéa nos Mares do Sul, de Tuiavii de Tiavéa (Antígona, com tradução de Luiza Neto Jorge) || IDEIAS/ EXPRESSO

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AS NOTÍCIAS

// “Fundação Livraria Lello lança reflexões sobre a migração” || JORNAL DE NOTÍCIAS

// “O executivo da Câmara do Porto vai votar a compra de uma fração com três pisos da Casa de Almeida Garrett por um milhão de euros, para aí instalar um núcleo museológico de homenagem ao escritor.” || JORNAL DE NOTÍCIAS

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Boas leituras.

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