Se folhear os jornais desta manhã, é (também) isto que vai encontrar:

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UMA ENTREVISTA
// Lisa Vicente, médica ginecologista e sexóloga: “As mulheres que têm afrontamentos intensos e prolongados e que acordam muitas vezes durante a noite, isso por si só é um fator de risco cardiovascular. Mais vale minimizar esses sintomas”. É autora do livro A Revolução da Menopausa (Planeta) || VISÃO
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UM LIVRO ABERTO
// Raquel Lito abriu Portugal Antigamente, de Gonçalo Farlens (Oficina do Livro), e retirou de lá algumas fotografias. Para seu deleite. || SÁBADO
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UM ENSAIO
// De Sílvia Souto Cunha a propósito dos 250 anos de Jane Austen: “Escreveu sobre heroínas cuja lotaria era casar bem, observou tipos e tiques inesquecíveis, arrumou aristocratas e remediados a dançarem lado a lado nos bailes. Jane Austen, criadora de um “espelho com uma moldura irónica” sobre a sociedade em que viveu, deixou quase oito livros – o suficiente para a compararem a Shakespeare e a Dickens. A cumprirem-se 250 anos do seu nascimento, revisitamos a “inglesa genial” || VISÃO
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UMA CRÓNICA
// A de Gonçalo M. Tavares, que esta semana tem como título “Deus e o Diabo – mas também a realeza” || SÁBADO
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UMA SUGESTÃO
// Francisco José Viegas recomenda O Deus dos Nossos Pais, de Aldo Cazzullo (Editorial Presença, com tradução de João Pedro Vala): “faz uma história das narrativas bíblicas. Como a Bíblia é parte da civilização, recuperemos essa cultura e conheçamo-la melhor.” || CORREIO DA MANHÃ
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UMA PRÉ-PUBLICAÇÃO
// Excerto do livro Um Dia, Sempre Teremos Sido Todos Contra Isto, de Omar El Akkad (Edições tinta-da-china, com tradução de Guilherme Pires) || VISÃO
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AS NOTÍCIAS
// “Das crónicas do conceituado físico e divulgador de ciência Carlos Fiolhais na revista ‘Domingo’ nasceu um livro que explica a revolução da inteligência artificial. ‘Inteligência Artificial de A a Z’ (Gradiva) já pode ser adquirido nas bancas com o Correio da Manhã e a ‘Sábado’.” || CORREIO DA MANHÃ
// “Diretor do ‘Jornal de Letras’ quer comprar o título” || CORREIO DA MANHÃ
// “O risco de um vice gay e a “deslealdade” a Biden: revelações no livro de Kamala Harris” || DIÁRIO DE NOTÍCIAS
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UMA CRÍTICA…
// Antonio Carlos Cortez escreve sobre Plagal, de Paulo Sarmento (Sr Teste): “(…) Neste livro, na sua frieza temperada, equilibrada, Paulo Sarmento mostra um dos princípios da ficção literária: “A mentira como resistência”, essa liberdade genuína onde o Poeta se reencontra com a escrita.” || DIÁRIO DE NOTÍCIAS
…E OUTRA
// Analita Alves dos Santos sobre Bambino a Roma, de Chico Buarque (Companhia das Letras): “(…) Enquanto lia este livro, senti o encanto da memória em ação: aquilo que imaginamos quando crianças raramente coincide com o que encontramos depois, já adultos. Os lugares mudam, as pessoas mudam (e nós também). É nesse limite entre o que se viveu e o que se inventa que Chico Buarque situa Bambino a Roma, romance que é, ao mesmo tempo, autobiografia ficcionada e jogo de imaginação. (…)” || SUL INFORMAÇÃO
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DUAS OPINIÕES NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS
// Luís Parreirão: “Um certo acaso que alguns poderiam até atribuir a uma qualquer conjugação astral aproximou pessoas que gostam de livros e que, mais do que gostar, entendem que eles são imprescindíveis à formação do ser humano enquanto pessoa integral. E foi desse conjugar de vontades e do mecenato do Grupo Mota-Engil e dos seus principais accionistas, a Família Mota, que surgiu, pela mão do editor Manuel S. Fonseca, da Guerra e Paz, editores, a colecção: Os Livros Não Se Rendem. (…)”; e
// João Caupers: “(…) As palavras tiveram, ao longo da história humana, os seus sacerdotes: Confúncio, Aristóteles, Cícero, São Tomás de Aquino, Averrois, Camões, Cervantes, Shakespeare, Dante,Victor Hugo, Goethe, Tolstoi, Hannah Arendt, Senghor, Clarice Lispector, são apenas alguns dos maiores mestres das palavras. Utilizaram-nas para descrever acontecimentos, contar histórias, divulgar ideias, debater teorias, construir pátrias, fomentar revoluções, defender ou ameaçar a liberdade. Agruparam-nas em páginas belíssimas, terríveis ou geniais. Infelizmente, as palavras têm cada vez mais inimigos. Começaram por ser fisicamente destruídas, através do fogo: desde a inquisição ao nazismo, a queima de livros procurou destruir as ideias neles expressas. Depois vieram as censuras, através da proibição ou do famigerado “lápis azul”; as perseguições políticas, os boicotes a autores, os cancelamentos de chancela woke; em extremo, a prisão e o assassinato daqueles. (…)”
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FORA DOS JORNAIS
Autores portugueses estão em destaque na Feira do Livro de Gotemburgo, que arranca hoje e decorre até sábado, com a presença de Cláudia Lucas Chéu, Cristina Carvalho e João Luís Barreto Guimarães. A presença lusa é organizada pelo Camões, I.P. e pela Embaixada de Portugal na Suécia, em parceria com a editora sueca Lusima Books.
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Boas leituras.
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