Não é sexta-feira 13, mas calhou-nos a sorte de ter, nesta sexta-feira, Sandro William Junqueira como 13.º entrevistado da REVISTA DE IMPRENSA LITERÁRIA.
Todas as entrevistas estão acessíveis a partir daqui.
Amanhã: Rita Canas Mendes.
Domingo: João Pedro Vala.
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Se pudesse escolher uma ou duas pessoas para lerem o seu livro mais recente, quem seriam?
Todos os professores de Português que durante a escola secundária me deram negativa no final do ano. E foram alguns.

Como lida com o bloqueio de escritor?
Ir viver. Sair, passear, ver um filme, ouvir música, jantar com amigos. O Albert Cossery – um escritor que muito admiro – escrevia uma frase por dia, apenas uma. Depois saía de casa para ir viver. Devíamos aprender mais com ele.
Qual foi o melhor ou o pior conselho de escrita que já recebeu?
O melhor: escrever é cortar.
Quem é a pessoa, ou qual é o lugar ou prática que teve o maior impacto na sua formação como escritor?
Todos os escritores e livros que li. Sem eles não poderia ter chegado aqui. Ler: não há outra forma de chegar à escrita.
Há alguma parte da sua rotina de escrita que poderia surpreender os seus leitores?
Depois de escrever gosto de cozinhar. Ter algum consolo depois da tortura.
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Sandro William Junqueira (1974) nasceu em Umtali, na antiga Rodésia. É escritor, encenador, professor de expressão dramática, e autor de vários projetos de promoção do livro e da leitura. Publicou, na Caminho, os romance O Caderno do Algoz, 2009, Um Piano para Cavalos Altos, 2012, No Céu Não Há Limões, 2014, finalista do Grande Prémio de Romance e Novela APE; três livros para crianças: A Cantora Deitada, 2015, A Grande Viagem do Pequeno Mi, 2016, e As Palavras Que Fugiram do Dicionário, 2018 (Vencedor do Melhor Livro Infantil-Juvenil para o Prémio Autores 2018 – SPA). Quando as Girafas Baixam o Pescoço, 2017, Nomeado Melhor Romance para o Prémio Autores 2018 – SPA, A Sangrada Família e Emídio e Ermelinda são os últimos romances. (via Wook)
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