
O Jornal de Letras está de parabéns pelos seus 45 anos. Apesar do futuro incerto, o periódico lá se vai mantendo vivo sob a batuta de José Carlos Vasconcelos.
Eis o que vai encontrar na edição que ontem foi para as bancas:
Sobre o próprio JL: textos de José Carlos Vasconcelos, Marcelo Rebelo de Sousa, Manuel Alegre, Onésimo Teotónio Almeida e Paula Morão. Nestas páginas iniciais vai também poder ler alguns depoimentos de várias personalidades que ao longo dos anos opiniaram sobre o jornal.
Ainda neste domínio, António Carlos Cortez escreve um artigo intitulado “Três coordenadas sobre o lugar do JL na Cultura Portuguesa”:
Há, como é costume em Portugal, o hábito de menoscabar o que é antigo. No afã de sermos sempre muito modernos, somos, amiúde, provincianos. O JL tem uma marca, um lettering. Foi mudando quando achou que devia mudar. Não é uma publicação que queira imitar américas e franças e araganças. É um jornal plural, que chega a muitos sítios.
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Dezassete páginas depois, abandonamos os festejos e entramos nos livros. As páginas 18, 19 e 20 são para Francisco Mota Saraiva e o seu Morramos ao menos no porto (Porto Editora). Primeiro, Manuel Frias Martins faz a crítica; depois, um excerto do próprio livro; seguido de uma pequena autobiografia.


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Em seguida, novamente por António Carlos Cortez, poderá ler uma crítica ao livro Cobre, de Daniel Maia-Pinto Rodrigues (Exclamação); na página ao lado, Miguel Real diz que Miguel d´Alte “escreveu um dos melhores romances de 2024” com A Origem dos Dias (Suma de Letras); João Ramalho Santos escreve sobre Na cabeça de Sherlock Holmes: o caso do bilhete escandaloso, de de Cyril Liéron e Benoit Dahan; e Carlos Reis sobre Lídia Jorge, num artigo de opinião intitulado “A narrativa como memória”.






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Na estante desta quinzena estão os seguintes livros:
Quatro personagens à procura de Abril, de Luís Reis Torgal (Temas e Debates); As Histórias que nos matam, de Maria Isaac (Porto Editora); Sem destino, de Emre Kertész (Presença, com tradução de Ernesto Rodrigues); Tese sobre uma domesticação, de Camila Sosa Villada (Quetzal, com tradução de Margarida Amado Acosta); Chéri seguido de O Fim de Chéri, de Colette (Porto Editora, com tradução de José Saramago); Heranças Imperfeitas, de Helena Carvalhão Buescu (Tinta-da-China); Vê se a Primavera já chegou, de Maria Helena e Óscar Lopes (Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto); Filhos da época – 50 poemas políticos nos 50 anos do 25 de Abril, vários autores (Assembleia da República); Uma viagem terapêutica, de Alain de Botton (D. Quixote, com tradução de Diogo Freitas da Costa); e Saber Perder, de Margarida Ferra (Companhia das Letras).










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Por fim, na opinião: “A sociedade transparente”, por José Gil; “Einstein em Lisboa”, por Carlos Fiolhais; “Liberdade e melancolia”, por Guilherme d´Oliveira Martins; “EUA: o combate entre manipulação e ‘imparcialidade homérica’”, por Viriato Soromenho-Marques; “Eça no Egito em 1869”, por Pedro Aires Oliveira; “Obrigada, Sr. Amigo”, por Teresa Nicolau; “Por amor de Mamon”, por Afonso Cruz; “Space Girl”, por Manuel Halpern; “Um guerreiro de papel”, por Valter Hugo Mãe; e “A poesia não acalma os terramotos”, por Gonçalo M. Tavares.
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Boas leituras.
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