No JORNAL DE NOTÍCIAS:
Fernanda para apaixonar, Fernanda para mirar é o título da crónica desta semana de Afonso Reis Cabral:
Eu também fui sambando. Uma enchente de Fernanda infiltrou-se nas minhas redes sociais, nos “reels”, nos vídeos, na publicidade. Quando dei por ela, chegava-me ao pescoço. Fernanda Torres a toda a hora igual a ela mesma, interessante, descomplexada, boa-onda. Fernanda falando bem, carismática, simpática, humilde. Fernanda para apaixonar, Fernanda para mirar. Quanto a mim, ela já estava totalmente oscarizada. E quem se cansa, verdadeiramente, de Fernanda sendo Fernanda? Ninguém.
Depois, a notícia da estreia do historiador Eduardo Pires de Oliveira na literatura: “Falar de património e de André Soares aos mais pequenos”

Por fim, Sérgio Almeida faz a crítica a Fascismo e Populismo: Mussolini hoje, de Antonio Scurati (Edições Asa):
Scurati opta por fazer um rigoroso enquadramento histórico que nos transporta para as origens do movimento fascista, enumerando, ponto a ponto, os princípios que regiam a ação de Benito Mussolini, desde a personalização autoritária ao incentivo do medo e a sua posterior transformação em ódio, com a eleição de um inimigo comum – normalmente, os estrangeiros – que permitiam o desejado cerrar de fileiras e a desejada unidade, condição fundamental para o exercício da ditadura.
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No DIÁRIO DE NOTÍCIAS:
“Uma língua, 20 eventos, 10 países. A Festa da Francofonia está de volta”. O encontro começa hoje e termina a 13 de Abril. Texto de Helena Tecedeiro.
Ao lado, Luís Castro Mendes escreve sobre Contos Suicidas, de Fernando Pinto do Amaral.
As suas narrativas, escritas a olhar para lugares estranhos entre a vida e a morte, surpreendem-nos a cada passo com os dotes de uma imaginação rica a profunda.

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No OBSERVADOR:
É médica, publica sob pseudónimo e nunca esperou ser bem sucedida. Quem é Freida McFadden, a escritora que mais vende em Portugal?. Texto de António Moura dos Santos e ilustração de Rodrigo Mendes.

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Nos 35 anos do PÚBLICO:
Gregório Duvivier aceitou ser diretor por um dia, numa edição dedicada à língua portuguesa. Sobre a experiência, o seu editorial termina assim:
(…) Entendi o vigor do PÚBLICO, que sobrevive aos tempos conturbados graças ao seu capital humano, único ativo insubstituível de um jornal. Tentei trazer um pouco do nosso carnaval p’ra esse jornal cujo aniversário caiu numa quarta-feira de cinzas. Tomara que gostem da nossa bagunça. Afinal, isso também nos une: a vocação p’ro furdunço.
Lá dentro encontrará textos de Mia Couto, Germano Almeida, um artigo de Isabel Coutinho (“Há uma língua que nos une. Mas como leitores estamos de costas voltadas”), Ondjaki, e mais, muito mais. Parabéns ao PÚBLICO.

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Boas leituras.